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22/09/2008 - Expresso da Notícia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Inglaterra cria novas regras para evitar especulação


A Financial Services Authority, órgão que regula o mercado de capitais no Reino Unido, está editando uma série de normas para prevenir maiores perdas aos investidores e eventuais esquemas de fraude. Uma das medidas foi buscar normas para que os bancos adotem critérios mais seguros para emprestar dinheiro.

As notícias mostram autoridades ansiosas para "limpar o sistema financeiro" depois das operações de salvamente a grandes bancos ligados aos empréstimos de hipotecas na Inglaterra - HBOS e Lloyds TSB. O primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown, pediu mais emprenho dos órgãos reguladores exigir de bancos e instituições financeiras mais responsabilidade, a fim de eivtar perdas que podem chegar a mais de US$ 1 trilhão.

Em um esforço combinado para acalmar os mercados financeiros, os órgãos reguladores dos Estadops Unidos também começaram a investigar possível venda de áreas do Goldman Sachs e do Morgan Stanley, duas instituições que ainda lutam para sobreviver no período "pós-Lehman Brothers".

Os bancos centrais, incluindo o Banco de Inglaterra, fizeram um esforço incomum para injetar US$ 180 bilhões nos mercados financeiros mundiais para socorrer diversos bancos e assegurar a liquidez do sistema.

A mais recente medida foi para limitar a ação dos investidores do tipo "short-selling", que atuam para ganhar apostando que um preço de determinada ação cairá. A prática não é ilegal, mas muitos divulgam falsos rumores para atingir deliberadamente a cotação da ação das empresas-alvo. Os órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Inglaterra estão preocupados que a ação desses investidores possam causar a quebra de alguns bancos que já estão debilitados. Os órgãos reguladores tem uma quebradeira ainda maior, caso os boatos não sejam estancados.

As autoridades monetárias dos EUA anunciaram que os investidores especulativos têm de saber os limites, e que os mais ousados serão processados.

As ações do banco Morgan Stanley, uma das instituições mais respeitadas em Wall Street, caíram 23%. Muitos temiam que o banco pudesse ser a próxima vítima da crise de crédito. Algumas fontes do mercado asseguram que a China Investment Corporation, que tem uns 9,9% de participação acionária no Morgan Stanley, estaria em negociação para elevar sua participação na instituição em até 49%, a fim de prevenir um colapso no estilo do que vitimou o Lehman Brothers. Já o preço das ações do Goldman Sachs caíram 13% em dois dias de queda acentuada.

As novas normas da Financial Services Authority, que proíbem a aposta na queda de ações praticada pelos investidores do tipo "short-selling", irão vigorar até 16 de janeiro, explicou o diretor executivo, Hector Sants. “Nós ainda considerarmos "short-selling" como uma técnica de investimento legítima, em condições de mercado normais, mas as circunstâncias extremas atuais deram origem a instabilidade nos mercados".

Alex Salmond, o primeiro-ministro de Escócia, criticou a demora para a edição das medidas. Para ele, se a FSA tivesse agido mais cedo, muitos danos poderiam ter sido evitados.

Impostos mais altos nos EUA

Estima-se que o custo final do pacote de ajuda ao mercado financeiro pode ultrapassar US$ 1 trilhão. E a julgar pelas tratativas do Congresso norte-americano, os contribuintes podem aguardar impostos mais altos para bancar o intervencionismo estatal na economia.

O deputado republicano Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros, acenou com uma ajuda adicional de US$ 700 milhões. Outro republicano, o senador Richard Shelby, disse que o valor total da dívida interna norte-americana está atingindo US$ 10 trilhões, o que equivale a US$ 31,72 para cada cidadão americano, de acordo com dados do U.S. National Debt Clock.

O "pacote" de ajuda econômica delineado dará "poderes" ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, que poderá comprar e vender títulos relacionados com o mercado de hipotecas sem pedir autorização aos demais órgãos de controle. Os Democratas resistiram à idéia de dar a uma adminsitração que está no fim poderes equiparados a um "cheque em branco". Mas a necessidade de liquidez do mercado "falou mais alto".

Injeção de dinheiro

Na última semana, os governos dos países mais ricos trabalharam para conter a crise. No dia 19, o Federal Reserve e os bancos centrais da Europa se associaram ao Japão e ao Canadá para injetar até US$ 180 bilhões nos mercados globais para aliviar a crise de liquidez.

Em seguida, as agências reguladoras dos Estados unidos e do Reino Unido passaram a identificar as companhias estratégicas mais vulneráveis.

O mercado reagiu favoravelmente, com algumas altas nas principáis Bolsas de Valores.

Prejuízos nos EUA

Apesar dos esforços dos governos, os estragos continuam. O grupo Putnam Investments, uma das instituições mais antigas e tradicionais da indústria de fundos mútuos dos EUA, fechou e liquidou um fundo que tinha um patrimônio de US$ 12,3 bilhões - o Putnam Prime Money Market Fund - para limitar as perdas de seus investidores. O fechamento "estancou" as retiradas de dinheiro súbitas por parte de investidores institucionais "nervosos".

O fundo era destinado a investidores profissionais e não afeta os fundos do grupo vendidos no "varejo", para pequenos investidores. O fundo fechado da Putman tinha 155 investidores.

A associação que congrega os administradores de recursos - Investment Company Institute - informou que o capital administrado pelos gestores de fundos encolheu mais de US$ 173 bilhões, registrando o pior declínio já constatado entre fundos de investimento institucionais. Considerando toda a "indústria" de fundos, que engloba os fundos de varejo também, o setor se retraiu em 4,7% em menos de uma semana.

Apesar dos temores do mercado, os investidores de varejo parecem ainda ver os fundos do mercado financeiro como portos seguros. Curiosamente, o dinheiro investido pelos clientes de varejo aumentou em mais US$ 4,28 bilhões, atingindo a marca de US$ 1,24 trilhões, em relação ao patrimônio investido antes do início da crise.

Os investidores profissionais estavam claramente alarmados quando o a Reserve Fund, uma companhia cujo o fundador ajudou, na década de 1970, a inventar os fundos como são hoje conhecidos. A empresa anunciou que as perdas causadas por sua participação no banco Lehman Brothers tinham causado grandes prejuízos a três fundos institucionais, cujas cotas retrairam a valores inferiores a US$ 1.

Isso significa, na prática, que além de perder ganhos em juros e correção, os investidores irão resgatar um valor inferior ao capital nominal investido.

A preocupação era tão grande que quase US$ 60 bilhões foram sacados da Reserve Fund durante a semana. Essas retiradas equivaleriam a mais que um terço do movimento semanal total em ativos do fundo.

Por causa dessa corrida, a companhia informou que estava impondo novas regras novas e limites em todos os 18 fundos de listados na internet.Agora, os investidores terão de esperar sete dias para retirar o dinheiro de quaisquer dos 18 fundos.

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