Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

22/09/2008 - Diário da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsários cada vez mais ousados

Por: Welliton Carlos


O crime não é apenas uma técnica que exige violência física. Além de estupros, latrocínios e homicídios, o delito tem um ramo específico onde o criminoso se considera espécie de artista, um expert na arte da enganação e do embuste. Falsificadores, fraudadores e golpistas estão nas ruas e empresas praticando uma modalidade de infração que exige inteligência. E, mesmo dentro dos presídios, eles tentam manipular ou lesar o cidadão, caso dos falsos seqüestros via telefone celular.

Lorenzo Parodi, especialista na descoberta de fraudes e consultor de empresas, afirma que a modernidade origina novos criminosos, mas a técnica é sempre a mesma: aproveitar da boa-fé das pessoas. Mesmo assim, crimes como o golpe do bilhete premiado ainda encontra vítimas entre pessoas esclarecidas e cultas. “Temos um caso de uma psicóloga de 45 anos, alguém que conhece a natureza humana e apresenta bom senso. Pois bem, ela foi vítima desta espécie de crime no Centro de São Paulo”, diz Lorenzo. O especialista afirma que técnicas de representação teatral, ações de sedução, disfarces e arapucas discursivas fazem parte dos argumentos destes criminosos falantes e apresentáveis.

Segundo o advogado Luis Fernando de Almeida, a sociedade atual tem sido dominada por um sistema de fraudes cuja centralidade reside na falta de ética e moral — a começar das próprias vítimas. Muitas delas querem lucro ou vantagem fáceis. A imoralidade produz o delito. “É o desejo do fácil no lugar do difícil. E muita gente pensa assim.”

Nesta semana, o jornalista Agostinho Teixeira, da Rádio Bandeirantes, de São Paulo, comprou, em Itaberaí (GO), um certificado falso de conclusão que traz o emblema da Universidade Católica de Goiás (UCG). Pelo produto, pagou R$ 1 mil. Depois, divulgou a fraude em ampla reportagem sobre a venda de diplomas falsos no interior de Goiás, em Itaberaí.

Para que exista fraude, é preciso alguém predisposto a ser vítima. No caso do diploma universitário, o jornalista representou um papel interpretado por milhares de pessoas. Elas preferem pagar pelo diploma do que estudar. Em muitos casos, portanto, a fraude depende de uma parceria com o próprio interessado.

O crime de Itaberaí produz outras vítimas, além das pessoas que se iludem com um papel falso que não transmite sabedoria. O estudante Juliano Rangel Santos Leite, 20, emprestou sua conta corrente para que um amigo executasse a venda do “documento” falso. “Fui laranja. Não sabia que ele cometia crime”, diz.

O delegado Cleber Toledo Rodrigues, responsável pela apuração do caso, recorda que o pretenso autor do crime de falsificação se identifica com diversos nomes de mulher, como Paula, Lorena ou Letícia. Na entrevista gravada pela Rádio Bandeirantes, o suspeito imita uma voz feminina.

“Cada espécie de fraude tem um perfil exclusivo de fraudador”, explica Lorenzo Parodi. “Quem faz fraude cara a cara, por exemplo, é um grande ator, alguém capaz de interagir de forma espontânea. É diferente da pessoa que usa internet.”

Empresas

É bastante comum Lorenzo Parodi ser chamado para lidar com casos empresariais. Desvio do caixa, falsificação de balanços, superfaturamento e estelionatos produzidos internamente. “A maioria das empresas prefere não divulgar o fato quando é vítima de fraude interna”, informa.

A desculpa é simples: fazer o papel de quem foi passado para trás pode prejudicar a imagem positiva que se tem da instituição. “Existem casos em que acompanhei toda a construção de provas e, no final das contas, a empresa mandou embora o funcionário sem aplicar a justa causa”, explica o especialista.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 463 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal