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16/09/2008 - Extra Alagoas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Tereza Nelma tenta se manter no poder com uso de guias falsas


A candidata a vereadora por Maceió, Tereza Nelma, PSB, usa assinaturas falsas nas APAC´s (Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade/Custo) da Pestalozzi de Maceió para se manter no poder ao utilizar a verba em benefício próprio. De acordo o dossiê enviado ao jornal Extra, os funcionários das salas de assina-turas da instituição são obrigados e orientados a falsificar as autorizações. Eles também têm que se filiar e participar dos eventos do PSB e se não concordarem, são demitidos ou perseguidos e até ameaçados. O material do relatório foi colhido em período diferente, onde fica visível que a falsificação da assinatura é grosseira.

Segundo informações, quanto mais assinatura a instituição colhe, mais dinheiro arrecada. Então, se a pessoa não assina a ficha, a institui-ção deixa de receber a verba. Para driblar o sistema, o paciente é induzido a assinar o documento, mesmo àquele que não comparece a instituição, deixam de fazer o tratamento, comparecem e não assinam ou são atendidas em outra especialização.

O documento mostra que durante campanha eleitoral cada funcionário da Pestalozzi é obrigado a cadastrar no mínimo 20 pessoas. Também terão que participar de caminhadas, carreatas e qualquer evento que a candidata participe. Neste período eleitoral, diz o documento, o salário dos funcionários atrasa em até três meses e sem que seja explicado o motivo. Outro fato atípico é a troca de favores por voto. O documento mostra que no setor de órtese (responsável por distribuir cadeiras de rodas ou próteses) a pessoa só é beneficiada depois que uma equipe enviada por Tereza Nelma vai a residência do paciente e o mesmo se compromete a votar na candidata.

Em relação ao cargo de presidência da Pestalozzi, o dossiê aponta que Tereza Nelma, orientada pelo marido, montou um esquema de rodízio e as eleições são fechadas, pois o candidato sempre é eleito por aclamação. Ou seja, só entra quem Tereza indica. Tanto é, diz o documneto, a atual presidenta da Pestalozzi é amiga da candidata e tesoureira das campanhas de Nelma.

Na ficha de controle de freqüência individual de APAC de estímulo neuro sensorial, do Sistema Único de Saúde (SUS) aparece o nome de Associação Pestalozzi de Maceió, CNPJ 12450268000104, com dados do paciente como: nome, CPF, CNS do usuário, endereço, telefone, data de nascimento, município e sexo. Nesta ficha, de 31 de outubro de 2006, com assinatura e carimbo do Centro Inclusivo Genilda Porto, da Pestalozzi, a assinatura de Euse Régia Rocha Guimarães, responsável por uma paciente da instituição, é falsificada.

É que na guia anterior, de 31 de agosto de 2006 as 20 assinaturas são totalmente diferentes, embora da mesma pessoa, conforme documento apresentado na denúncia.

Na ficha denominada "Bloco da Tereza Nelma", que foi elaborada por Cláudia, a primeira pergunta é se a pessoa vota em Tereza Nelma se for candidata a deputada Estadual. Neste caso, no espaço de observação/sugestão, a pessoa falou que vota em Japaratinga e que precisa de transporte. Por conta disso, no topo da ficha aparece uma observação de que a pessoa cadastrada, Maria das Dores, vota no interior e precisa de transporte para oito pessoas.

É exigido ainda números de telefone residencial e celular, endereço, título eleitoral, número de eleitores na família, local de trabalho, se participa de ONG ou partido político, e-mail e orkut. Em outro item, pergunta "o que pode fazer para contribuir na campanha" e aparece algumas sugestões como: organizar reuniões com amigos, oferecer gratuitamente a residência para sub comitê, colocar faixas e cartazes da candidata na residência, oferecer muro para pintar, se faria alguma doação para a campa-nha e se pode ser voluntário no comitê. Em outra ficha, elaborada por Tereza Cristina N. Silva, aparece uma observação de que falta número de eleitor.

O documento trás ainda outra ficha de cadastro com nome e número de Tereza Nelma como candidata a deputada estadual e o slogan "Pra Humanizar Alagoas". Praticamente a estratégia é a mesma em relação ao apelo eleitoreiro. É que os dados exigidos são os mesmo da ficha do "Bloco da Tereza Nelma" e da "Amigos da Tereza".

PROCURADA- A candidata Tereza Nelma foi procurada pelo reportagem do jornal Extra, mas em um primeiro momento falou que a bateria do celular tinha descarregado. Na segunda tentativa, a assessora Walquíria disse que a candidata iria se pronunciar e pediu para que a matéria fosse adiada. Horas depois, um homem se identificando como advogado de Nelma ligou para a redação do jornal e disse que iria se explicar. Uma semana depois, a assessora Walkíria liga outra vez e diz que a candidata tinha interesse de se defender. Até o fechamento do jornal ninguém retomou o contato com o Extra.

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