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16/09/2008 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MPF denuncia seis por fraudar seguro-desemprego


O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) denunciou nesta segunda-feira (15) seis pessoas de uma organização criminosa que agia dentro do Ministério do Trabalho para fraudar a concessão do seguro-desemprego. O grupo causou um prejuízo de mais de R$ 50 mil aos cofres públicos, de acordo com o site da Procuradoria da República no Espírito Santo (PRES).

De acordo com as informações, a quadrilha era chefiada por João Ferreira da Silva. Era ele quem comandava o cadastro de falsos empregados de empresas inexistentes junto ao Ministério do Trabalho com o intuito de sacar o seguro-desemprego.

Também foram denunciados Marcelo do Nascimento Nogueira, Valdir Júnior Broedel de Souza, Vânia Maria Pires de Almeida, Adriano Oliveira Dias e Rogério Preti Sabadini. A quadrilha tinha até um escritório, no qual foram apreendidos vários documentos falsificados, entre eles 240 carteiras de identidade, 106 carteiras de trabalho, 21 CPFs e 29 termos de rescisão de contrato de trabalho.

Também foram apreendidas 405 carteiras de trabalho sem foto, número ou série e material para a confecção de mais carteiras e de outros tipos de documento, entre eles um cartão de CPF em branco e dezenas de fotos 3x4, de acordo com informações da Procuradoria da República.

João Ferreira da Silva, Marcelo do Nascimento Nogueira e Valdir Júnior Broedel de Souza tiveram a prisão preventiva decretada e estão na superintendência da Polícia Federal, em Vila Velha, desde o dia 8 de agosto, quando foi deflagrada a Operação Sobrevida, que desbaratou a quadrilha.

Marcelo do Nascimento Nogueira e Valdir Júnior Broedel de Souza atuavam falsificando documentos para criar pessoas e empresas fictícias. A partir desses papéis falsificados, Vânia Maria Pires de Almeida, servidora terceirizada do Ministério do Trabalho, incluía esses nomes fictícios como empregados de determinadas empresas.

Dias depois, ou até no mesmo dia, essas pessoas inexistentes eram dispensadas e tinham recolhidas 13 parcelas relativas ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A partir desse esquema, a quadrilha sacava as parcelas referentes ao seguro-desemprego desses empregados 'fantasmas'.

Além de atuar na falsificação dos documentos utilizados na fraude, Valdir Júnior Broedel de Souza também era uma das pessoas que, juntamente com Adriano Oliveira Dias, se fazia passar pelos empregados 'fantasmas' para sacar o seguro-desemprego, segundo as informações da PRES.

As investigações revelaram ainda que Rogério Preti Sabadini, gerente da agência do Bradesco na Praia do Canto, recebeu dinheiro para abrir contas em nome das pessoas inexistentes criadas pela organização criminosa.

Os seis foram denunciados pela prática dos crimes de formação de quadrilha e falsificação de documento público. João Ferreira da Silva e Marcelo do Nascimento Nogueira vão responder também pela prática dos crimes de falsificação de documento particular, falsidade ideológica, falsidade de selo ou sinal público e inserção de dados falsos em sistema de informação.

Valdir Júnior Broedel de Souza vai responder ainda pelos crimes de falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação. Por sua vez, Vânia está sendo processada pelos mesmos crimes e ainda por falsificação de documento particular. Já Adriano Oliveira Dias foi denunciado também pela prática dos crimes de falsificação de documento particular.

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