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16/09/2008 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe da casa própria rendia R$ 4,2 mil a estelionatário da zona leste


SÃO PAULO - Um conjunto habitacional da zona leste da capital foi invadido e desocupado, na madrugada desta terça-feira. As 140 famílias que entraram nos apartamentos dizem que pagavam mensalidade para uma associação e que foram chamadas para ocupar os imóveis. Mas os apartamentos ainda não estão prontos e há sinais de arrombamento nos prédios. O líder da Associação dos Moradores do Jardim Popular está preso, mas não pelo estelionato contra as 140 famílias. Na delegacia da Ponte Rasa, zona leste, o dentista Pedro Orlando Petrere Júnior está preso desde segunda-feira por porte ilegal de arma. No carro que ele dirigia havia um revólver com a numeração raspada.

Durante a noite, algumas famílias procuraram a polícia para fazer outras denúncias contra ele. As acusações são de fraudes envolvendo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).

O motoboy Rogério Alves contou que pagava a Petrere Junior uma mensalidade com a promessa de que um apartamento seria entregue no fim da obra.

- Eu pagava uma mensalidade de R$ 30,00 mensais e eles falaram que o apartamento sairia em outubro para nós. Como a gente vai invadir um imóvel se a gente está com a chave na mão? - questionou Alves.

Na porta da casa de Petrere Junior, ele é identificado como cirurgião-dentista. No local, uma mulher, que se apresentou como empregada doméstica, disse estar sozinha. A sede da União dos Moradores e Amigos do Jardim Popular, que fica próxima à casa do acusado, era onde ele aplicava o golpe. O local amanheceu trancado e ninguém da associação foi encontrado para falar sobre o assunto.

O delegado João Gilberto Pacífico, responsável pelo caso, disse que, por enquanto, Petrere Junior, deve continuar preso e que um inquérito foi aberto para investigar as denúncias de estelionato.

- Ele prometia facilidades em conseguir a casa e fazia uma arrecadação em torno de R$ 4,2 mil mensais - explicou Pacífico.

O conjunto habitacional A-21 fica na Rua Chuva de Verão, na região de Guaianases. São cinco blocos e 140 apartamentos. A obra está na fase final. A previsão de entrega é para novembro. Na manhã desta terça-feira, havia sinais de arrombamento nas portas de acesso aos prédios. O almoxarifado, onde ficavam as chaves dos apartamentos, também apresenta marcas de invasão. A maioria dos apartamentos está intacta, mas foi possível ver algumas fechaduras destruídas.

Na manhã desta terça-feira, um dos engenheiros fez uma vistoria no local para verificar os estragos. O cronograma da obra não deve ser afetado. Ninguém foi autorizado a falar sobre a denúncia contra a associação de moradores do bairro Jardim Popular. Petrere Junior não poderia oferecer apartamentos. De acordo com a CDHU, ele não é credenciado há dois anos.

- Essa pessoa não tinha mais convênio com a CDHU porque o convênio que ela teve no passado foi rescindido em novembro de 2006 por má administração dos recursos e pela não prestação de contas das questões relativas ao mutirão. Qualquer pessoa que tenha sido procurado por uma associação para um programa habitacional, antes deve procurar a companhia para saber exatamente como as coisas funcionam e quais as regras que a companhia trabalha para não cair nesse tipo de conto - alertou o superintendente de atendimento habitacional da CDHU, Célio da Silva Noffs.

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