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14/09/2008 - O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Comércio na Internet ajuda espionagem a virar rotina


SÃO PAULO. A espionagem virou mesmo rotina no Brasil. Basta passear pela Internet para conhecer a parafernália disponível para grampear e monitorar qualquer alvo, a preços módicos ou muito salgados. Mas o que mais tem crescido é o comércio da contra-espionagem, que atende à crescente demanda de empresários e políticos.

O problema, segundo especialistas, é que nem sempre a contra-espionagem é tão eficaz quanto o grampo. "Não existe um sistema anti-grampos. A maior parte dos aparelhos que está sendo vendida não passa de 171 (estelionato). É possível apenas detectar se há grampo e, mesmo assim, não se chega à autoria", disse o detetive Fabrício Dias, que atua há dez anos em São Paulo, inclusive vendendo equipamentos de espionagem e contra-espionagem, como grampos, escutas ambientais e câmaras secretas, escondidas até em carteiras, pastas ou quadros.

Anti-grampos. Segundo Dias, a procura por aparelhos anti-grampos é a que mais cresceu. "Eu sempre aviso que isso não existe. O mais eficaz é contratar nossos serviços de varreduras. Agora, vendemos os grampos e outros equipamentos, desde que o cliente assine um termo de que vai monitorar somente a sua propriedade e, não, terceiros, o que é ilegal", diz.

A detetive Ângela Bekeredji, na profissão há 45 anos, também vende equipamentos, segundo ela montados nos próprios laboratórios de sua empresa, em São Paulo. Há desde grampos para veículos até sistemas ocultos de GPS (localizador de posição).

"Os interessados são empresários e políticos. Antes, era mais para brigas conjugais. Mas sempre avisamos que só a parafernália nem sempre resolve. O melhor é contratar gente especializada", diz ela.

Comércio. Além dos próprios detetives, os equipamentos do tipo 007 são vendidos abertamente em lojas especializadas e na Internet. Há endereços curiosos, como o www.contra-espionagem.com, que vende até ursinho de pelúcia com câmera no lugar dos olhos.

Celular e e-mail. Há ainda as empresas especializadas em telefones celulares anti-grampo e em programas que prometem evitar a quebra de sigilo de e-mails. Na realidade, são sistemas de criptografia (a voz é transformada em código) que, para funcionar, dependem de dois aparelhos iguais.

Segundo o criminalista Paulo Mores, a venda de equipamentos de espionagem, inclusive de grampos, não é ilegal nem controlada. "Em tese, pode-se vender os equipamentos ou comprá-los, desde que para uso pessoal, porque apenas grampear terceiros é ilegal. Seria necessária uma regulamentação geral. Não é só a maleta usada pela Agência Brasileira de Investigações (Abin), a gama de equipamentos é muito grande e disponível facilmente", afirma o criminalista.

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