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12/09/2008 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MPF denuncia mais 11 envolvidos com desvios de verbas dos Correios

Por: Diego Abreu


O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) denunciou mais 11 envolvidos com o desvio de verbas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Na quinta-feira (11), o MPF também ofereceu denúncia contra outros nove suspeitos de participação em esquema de propina nos Correios -entre eles o atual presidente do PTB, o ex-deputado federal Roberto Jefferson.

Dentre os incluídos no novo processo, estão quatro diretores de departamentos internos dos Correios, empresários da área de engenharia e supostos lobistas. Embora tenha sido protocolada no dia 4 de julho, a denúncia foi divulgada apenas nesta sexta-feira (12). Segundo a Procuradoria da República no DF, os suspeitos teriam desviado cerca de R$ 2 milhões de uma obra no bairro de Benfica, no Rio de Janeiro.

O MPF afirma que os supostos lobistas cooptavam funcionários dos Correios para terem acesso a informações privilegiadas sobre licitações. De acordo com a denúncia, a partir dos dados, eles se aliavam a empresários com o interesse de vencer as concorrências, com o consentimento de empregados da ECT, e fraudavam as licitações, por meio de propostas superfaturadas, além de reajustes e aditivos irregulares.

Na obra de instalação de um sistema de tratamento de ar em Benfica, uma empresa assinou um contrato com a ECT, em 2004, no valor de R$ 3,3 milhões. O MPF acusa os envolvidos no esquema de terem aumentado os lucros da fraude, a partir da realização de uma obra de baixa qualidade.

As alterações na obra foram denunciadas por um engenheiro mecânico dos Correios. Ele teria alertado, inclusive, que o grupo de supostos fraudadores teria apresentado documentos falsos, com especificações técnicas de difusores que nunca existiram.

Ainda segundo a denúncia, as investigações do MPF, em parceria com a Controladoria-Geral da União (GCU), Polícia Federal (PF) e auditores da ECT, comprovaram que “todos os denunciados tinham plena consciência do grave problema que ensejou a própria contratação e, ainda assim, permitiram a fraudulenta execução da obra licitada, desviando recursos públicos”.

A denúncia foi oferecida para 10ª Vara da Justiça Federal no DF. Os denunciados poderão responder pelos crimes de peculato, cuja pena varia de dois a 12 anos de prisão, e também por uso de documento falso, com pena de um a cinco anos de cadeia.

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