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07/10/2005 - Estado de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crimes via internet chegam ao mercado financeiro

Por: Adriana Chiarini


Rio de Janeiro - Os crimes financeiros com ajuda da internet estão crescendo, diversificando-se e atingindo as operações de compra e venda de ações e opções. O promotor de justiça federal americano coordenador da área de crimes de telecomunicação e internet no estado de Maryland, Stuart Berman, apontou casos desse tipo, que considera ser a "pós-graduação" em crimes financeiros na internet, em palestra hoje pela manhã na sede de Sindicato e Associação dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro (Sberj/Aberj). A maior parte consiste em fazer o preço das ações de determinada empresa subir ou descer por meio de boatos na rede, em chats ou por e-mail, lucrando com isso. A mensagem pode ser mandada sob identidade falsa, inclusive como se fosse um relatório de banco.

Berman explicou que em geral a empresa é uma companhia aberta com pouca liquidez em que uma ordem grande de compra ou venda possa de fato mexer com os preços. O promotor citou um caso em que o crimino comprou ações de uma empresa em processo de falência e, usando computadores da Universidade da Califórnia, passou mensagem de que a empresa tinha sido vendida. A ação subiu com o boato e depois caiu novamente.

Em um outro caso. Um investidor comprou muitas opções da Cysco, esperando para determinado período uma baixa nos preços das ações da empresa que não ocorreu. "Quando viu que o seu tempo estava estourando, ele instalou no computador de outra pessoa um spyware (software espião, capaz de pegar dados do computador onde está instalado)", disse o promotor. Usando a identidade da vítima, a partir dos dados obtidos pelo spyware, "comprou suas próprias opções, que já não valiam nada".


Subnotificação
"Os bancos são constantemente assaltados via internet", afirmou Stuart Berman. Ele não deu números e justificou que as estatísticas sobre o dinheiro desviado não são confiáveis porque nem sempre a fraude financeira é identificada "e nem tudo é notificado à polícia". Segundo o promotor, a subnotificação é provocada tanto por funcionários que descobrem o problema mas temem punições quanto pelas próprias instituições financeiras vítimas, temendo a repercussão da notícia, inclusive sobre suas ações em bolsa.

"Nos Estados Unidos fazemos um trabalho muito forte, entrando em contato com áreas comerciais dos bancos, mostrando que todos os casos devem ser notificados e as vítimas devem ser as primeiras a informar", afirmou. Atualmente, uma lei específica sobre crimes na internet torna obrigatória a notificação do banco à polícia. Os golpes são variados e incluem a invasão de sistemas de bancos ou empresas com que trabalham, como as de cartão de crédito, financeiras e de armazenagem de dados. Há também casos já clássicos de falsos e-mails tentando fazer a pessoa informar seus dados bancários (phising) ou instalando um spyware no computador da vítima para pegar suas informações e desviar seu dinheiro, entre outros.


Legislação específica
Uma lei de crimes específica para os praticados com a ajuda da internet ajuda a combater os crimes financeiros. A avaliação foi feita pelo promotor Stuart Berman. De acordo com ele, a lei americana para isso, de 1999, passou a permitir prisões que antes eram mais difíceis de serem obtidas contra pessoas, por exemplo, que tinham se apossado indevidamente de uma centena de números de cartão de crédito, e tinham intenção de usar para fraude em benefício próprio, mas ainda não tinham utilizado esses dados.

A lei americana determina que todas as instituições financeiras, de crédito, factorings, lojas com caixas eletrônicos, entre outras empresas, tenham instrumentos de prevenção, detecção e notificação das fraudes. Segundo Berman, boa parte dos crimes ocorre com a participação de funcionários das instituições financeiras. Por isso, o treinamento e a prevenção internas são importantes, considera.

Ele também acredita ser importante ter policiais e promotores especializados nessa área e sempre atualizados em relação à tecnologia de informação e os golpes que elas propiciam. Ele declarou que o Brasil tem policiais federais especializados "com muito conhecimento" nessa área e faz parte, com os Estados Unidos, de uma rede de 42 países de combate a crimes desse tipo.

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