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10/09/2008 - Jornal Agora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Novo esquema investigado no RS pode ter desviado até R$ 500 milhões


As novas investigações da Operação Solidária, que apuram possíveis desvios de verbas públicas no Rio Grande do Sul, tumultuam ainda mais a cena política no Estado e colocam na mira do Ministério Público Federal e da Polícia Federal nomes de destaque do PMDB estadual. As investigações, movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), foram autorizadas na semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que teve de ser ouvido em função do foro privilegiado que beneficia dois dos citados, os deputados federais Eliseu Padilha (PMDB) e José Otávio Germano (PP). Outros que aparecem no procedimento são os peemedebistas Alceu Moreira (presidente da Assembléia Legislativa), Marco Alba (secretário estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano) e Marcelo Machado (prefeito de Sapucaia do Sul), além de Francisco Fraga (secretário-geral da prefeitura de Canoas) e do empresário Marco Antônio Camino, diretor da empreiteira Mac Engenharia.
As investigações, que num primeiro momento apontam possíveis desvios de R$ 150 milhões, englobam dez contratos de obras de saneamento, obras rodoviárias e até mesmo recursos para merenda escolar de escolas públicas. Esse valor, no entanto, seria de apenas um contrato. Fontes ligadas à operação afirmam que, no total, o rombo poderia chegar a R$ 500 milhões. O MPF iniciou a investigação há nove meses, a partir de denúncias de fraude na merenda escolar em Canoas e Sapucaia, em convênios firmados com o governo estadual.

Interceptações telefônicas

A descoberta dos indícios só foi possível graças a interceptações de conversas telefônicas entre os investigados. Como o inquérito tramita sob sigilo, até a semana, nem mesmo os políticos citados tinham acesso ao conteúdo das investigações. No entanto, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, liberou partes do inquérito para os investigados. Segundo Padilha, ele teria sido gravado falando sobre obras federais no RS, o que seria, segundo ele, atividade inerente a seu cargo. Alceu Moreira disse que suas conversas gravadas eram sobre obras rodoviárias, enquanto José Otávio Germano teria discutido projetos na área de energia. Fontes que tiveram acesso às gravações dizem, no entanto, que os diálogos podem ser tão comprometedores quanto os revelados durante a Operação Rodin (onde os desvios podem ser de R$ 44 milhões).
Muitas das conversas envolvem o diretor da Mac Engenharia, que na semana passada apareceu nos noticiários por bancar funcionários e veículos para órgãos como Daer e Dnit. O caso também pode reforçar as denúncias de Cezar Busatto que, em conversa com o vice-governador Paulo Feijó (que gravou o diálogo), teria dito que estatais como CEEE, Banrisul, Detran e Daer serviam para financiar alguns partidos no Rio Grande do Sul. “Hoje é o Detran, no passado foi o Daer. Quantos anos o Daer sustentou? Na época das obras polpudas”, confidenciou Busatto. “Eu não tenho dúvida de que o Detran é uma grande fonte de financiamento (do PP). Não é verdade? E o Banrisul com certeza, nesses quatro anos (...) O custo que teria ela (a governadora Yeda Crusius) ter que romper com Zé Otávio, Pedro Simon...”, disse Busatto.
Logo após a divulgação das denúncias de Busatto por Paulo Feijó, o PMDB ameaçou processar ambos os protagonistas da conversa, mas acabou não levando adiante a representação.

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