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09/09/2008 - Agência Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Organização usava cambistas para distribuir dinheiro falso, diz Polícia Federal

Por: Elaine Patricia Cruz


São Paulo - A organização criminosa desbaratada hoje (9) pela Polícia Federal usava cambistas de ingressos de shows e jogos de futebol, além de manobristas de carros, para espalhar e distribuir o dinheiro falso, fabricado em três locais na região metropolitana de São Paulo.

O objetivo, segundo o delegado Diógenes Peres de Souza, da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, era distribuir o dinheiro para pessoas que não pudessem reclamar depois que haviam recebido as cédulas falsas.

“Não existia ninguém de gaiato nessa história. Gaiato, na verdade, era quem recebia [o dinheiro] dos distribuidores pequenos, daqueles que difundiam realmente e que davam como troco e se utilizavam, por exemplo, de locais de jogos, bingos, etc, normalmente em situações em que a pessoa que recebesse a nota não tivesse como reclamar. Ninguém vai reclamar que recebeu uma nota falsa num bingo”, disse.

De acordo com Souza, a organização produzia cerca de 15 mil cédulas mensalmente (de R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100) há pelo menos quatro anos. A estimativa da PF é que eram produzidos cerca de R$ 250 mil a cada mês.

A organização, segundo o delegado, era composta por dois líderes – ambos presos; três grandes produtores – proprietários de pequenas gráficas; nove grandes distribuidores das notas falsas.

“Eles mandavam essas notas para vários estados. Basicamente, os grandes distribuidores recebiam pacotes fechados com grande volume de notas e essas notas eram repassadas a pequenos distribuidores que pulverizavam essas notas com cambistas”, explicou.

As notas eram muito bem produzidas, segundo Souza. “A grande maioria delas são notas muito bem feitas, com relevo e tudo. Simulavam a marca d'água e até o fio de segurança”, descreveu o delegado.

Uma pessoa que receber uma nota falsa, segundo o delegado Souza, “deve procurar uma autoridade policial porque, se ela repassar essa nota, incorrerá em crime”.

Segundo o delegado de combate ao crime organizado José Alberto Iegas, foram cumpridos cerca de 70 mandados de busca e apreensão em todo o Brasil, nove mandados de prisão temporária e feitas cinco prisões em flagrante.

Várias impressoras, scanners, computadores, softwares e matéria-prima – como papel especial – foram apreendidos pela polícia.

“Hoje foram apreendidos mais de R$ 40 mil em cédulas falsas em Manaus. Em São Paulo, foram apreendidas várias cédulas, em cerca de 400 folhas, que ainda não haviam sido recortadas, além de espelhos de documentos, em especial, cédulas de identidade”, disse Iegas.

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