Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

09/09/2008 - Zero Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Saiba quais são as dificuldades em se pegar bandidos virtuais

Por: Vanessa Nunes


Em vez de armas e coletes à prova de bala, é com teclado, mouse e técnicas de interceptação telemática que a polícia tenta combater um dos tipos de crimes que mais se proliferam. Ele ocorre na internet, sem sangue ou violência, e usa e-mails aparentemente inofensivos como isca. Os bandidos estão cada vez mais audazes, já que a polícia esbarra na falta, primeiro, de unidades e profissionais capacitados nesse tipo de operação e, segundo, em uma legislação específica para enquadrar os criminosos.

– Estamos atrasados, o que propicia um campo fácil para se roubar pela internet. Esses crimes movimentam mais do que o tráfego de drogas – afirma o chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal (PF), delegado Adalton Martins.

A tática da PF é caçar as quadrilhas de crime organizado que atuam pela internet, muitas vezes se articulando com serviços de inteligência de outros países. Só no combate ao phishing (tentativa de roubo de dados financeiros usando e-mails como iscas), a PF realizou 19 operações em todo o país desde 2005, levando para a cadeia mais de 700 pessoas de diversos Estados.

Pelo menos 54 foram presas no Rio Grande do Sul, nas operações Pontocom (2005), Navegantes (2007) e Cardume (2008). Só nessa última, a estimativa da polícia é de que o grupo desviou R$ 5 milhões de cerca de 200 vítimas. O líder da quadrilha era um gaúcho de 33 anos que já tinha sido preso em outra operação.

– Por não ter uma legislação específica, caem no 171 (crime de estelionato) – diz o agente federal Rogério Meirelles, professor de crimes cibernéticos da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Academia de Polícia Civil do Estado.

Um alento pode vir do projeto de lei de crimes cibernéticos que tramita na Câmara dos Deputados em regime de urgência e pode ir à sanção presidencial ainda este ano. No texto, estão tipificados 13 tipos de crimes. Também obriga os provedores a armazenar por três anos os dados de acesso à web de seus clientes.

Meirelles considera isso essencial para as investigações em busca dos vestígios deixados na rede – são utilizadas técnicas de interceptação telemática. É como se fosse um grampo telefônico, com o objetivo de descobrir de onde parte uma fraude.

– Quando se recebe um e-mail, sabe-se de qual IP veio – esclarece Meirelles.

IP é um número que identifica uma máquina na rede, como se fosse sua carteira de identidade. Com ordem judicial, os provedores são obrigados a informar de qual endereço partiu a conexão. Quando são endereços de computadores no Exterior, o contato é feito com outros serviços de inteligência.

Muitas vezes os criminosos fazem isso a partir de máquinas de terceiros, como de lan houses, ou usando redes sem fio. Para não deixar rastros, também usam servidores de países estrangeiros com os quais o Brasil não tem tratados de cooperação.

Com o novo foco do crime, a polícia gaúcha partiu para a qualificação. No Estado, 500 policiais civis serão treinados até o final de 2009 para receber denúncias de crimes na internet e orientar as vítimas, nem que seja em casos mais simples, como os de difamação ou racismo no Orkut, site de relacionamentos usado por sete em cada 10 internautas.

– Todas as delegacias deverão ter pelo menos um policial treinado em crimes na internet – diz o delegado Leonel Carivali, do Departamento Estadual de Investigações Criminais.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 234 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal