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04/09/2008 - A Notícia - TO Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Unirg abre processo para apurar fraudes

Por: Ceila Menezes


O Centro Universitário Unirg, de Gurupi, Sul do Estado, abriu processo administrativo e informou, ontem, que o funcionário envolvido no esquema de venda de vaga no curso de Medicina da instituição, Ismael Antônio de Souza Júnior, é concursado e será exonerado. A informação foi divulgada durante coletiva, pelo reitor pro tempore da Unirg, Marcus Sobreira Peixoto, e o presidente da Fundação, Ezemir Nunes.

Ontem, também, foi divulgado o nome da estudante que teria comprado a vaga. Trata-se de Carolyne Xavier Rodrigues, cuja instituição confirmou que ela teria pago um valor de R$ 15 mil para um funcionário da instituição para conseguir a vaga neste semestre.

O reitor Marcus Peixoto esclareceu que a fraude não teria ocorrido no vestibular, mas no sistema interno da Unirg. “Um funcionário teria invadido o sistema de informação da Unirg e efetivando a matrícula da acadêmica que não teria sido classificada entre os 60 primeiros colocados”, disse, informando que este teria sido o menor delito praticado pelo funcionário Souza Júnior. “Esta denúncia de compra de vaga já é confirmada, agora estamos investigando junto com a polícia outras irregularidades, como pagamento de mensalidades, efetivação de matrícula para cursos de verão, além de regularização na freqüência de alunos que possuíam faltas e alteração de notas”, esclareceu.

Ainda de acordo com o reitor, o funcionário já teria sido afastado da secretaria por suspeita de outras fraudes e que hoje estaria trabalhando no departamento de esportes. Ele teria confessado para a Polícia Civil a autoria da fraude, informando ainda o nome de outros dois funcionários, também concursados, cujos nomes não foram divulgados.

A aluna acusada de comprar a vaga no curso de Medicina teria freqüentado as aulas normalmente de 7 até o último dia 20 de agosto com nome incluso na lista de chamada. “Nós constatamos o nome dela no sistema, mas depois de confirmada a denúncia, deletamos todas as informações”, disse Peixoto, acrescentando ainda que, agora, a instituição irá realizar uma auditoria com todos os 720 estudantes do curso de Medicina, além de estender a fiscalização por todos os cursos da Unirg.

PROCESSO

O presidente da Fundação Unirg, Ezemir Nunes, também falou sobre o processo administrativo. “Estamos com dois processos, sendo um de natureza penal junto à Polícia Civil e outro de natureza administrativa, sendo que todas as pessoas citadas nos processos serão punidas”, afirmou.

Ainda de acordo com o presidente da Fundação, as pessoas envolvidas nas outras fraudes que estão sendo investigadas também serão punidas. “Os estudantes poderão sofrer penalidades, que irão desde a suspensão das aulas até a expulsão do curso”, informou se referindo a acadêmicos que teriam negociado, de forma irregular, o pagamento de mensalidades, freqüência e notas. “Estas pessoas, se comprovadas, terão que refazer provas e, em caso de freqüência, poderão até ser reprovadas”, disse, esclarecendo que, quanto ao vestibular da instituição, o sistema é seguro, uma vez que é uma instituição de Goiás quem realiza as provas. “A fraude foi humana e isso não compromete a nossa credibilidade”, avaliou. O resultado do processo administrativo, segundo o presidente, está previsto para ser concluído em 60 dias.

O presidente informou ainda que a denúncia teria sido apurada depois de uma denúncia anônima que informava que uma pessoa que teria ficado na classificação 797 teria negociado uma das 60 vagas disponíveis no curso de Medicina para este semestre.

O Jornal do Tocantins tentou o contato do funcionário e da aluna acusada de comprar vaga no curso de Medicina, mas não havia conseguido até o fechamento desta edição.
Entenda
Segundo denúncia, funcionários da Unirg estariam negociando vagas para o curso de Medicina por um valor de até R$ 20 mil. No último vestibular, realizado no final de junho deste ano, para vagas no segundo semestre, três funcionários da instituição teriam negociado uma vaga para o curso de Medicina por um valor de R$ 15 mil. Uma aluna, que teria sido classificada na 797ª colocação, teria sido matriculada no curso normalmente. O delegado informou que a acadêmica que teria negociado a vaga não teria sido encontrada pela polícia.

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