Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

02/09/2008 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude pode ter desviado R$ 200 mi da Saúde em SP


SÃO PAULO - A polícia de São Paulo prendeu ontem nove integrantes de uma quadrilha formada por advogados, médico, administradores de uma ONG e três funcionários de laboratórios multinacionais acusados de envolvimento em um esquema de fraude com medicamentos. Os representantes das farmacêuticas Mantecorp, Wyeth e Serono são acusados de pagar propina para que advogados movessem ações judiciais desnecessárias em nome de pacientes, obrigando o governo a bancar remédios de alto custo não previstos na lista de distribuição gratuita. O grupo provocou um rombo de, ao menos, R$ 900 mil aos cofres públicos, mas o prejuízo com esse tipo de esquema pode chegar a R$ 200 milhões somente com fraudes cometidas no Estado no ano passado.

A fraude era concentrada em quatro cidades paulistas: Quatá, Marília, Bauru e Ribeirão Preto. A ONG Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase de São Paulo, em Marília, selecionava pacientes e os encaminhava para a clínica particular do dermatologista Paulo César Ramos. O médico não cobrava pelas consultas e emitia laudos, segundo a polícia, usando documentos falsos, afirmando a necessidade de medicamentos Etanercept, Infliximabe e Efalizumab, fabricados pelos três laboratórios e não-padronizados pelo governo para tratar a psoríase (doença que provoca feridas na pele). As farmacêuticas cobriam os custos dos processos movidos por dois advogados, pagavam R$ 150 por pessoa atendida por Ramos, além de lucrar com a compra via ação judicial das drogas.

"Foram 15 beneficiárias das ações judiciais. Nenhuma delas sabia que era autora de um processo, portanto são vítimas também", afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas. "Dos pacientes envolvidos, três nem eram portadores de psoríase e, devido à ingestão desnecessária de medicamentos, tiveram o sistema imunológico alterado e desenvolveram tuberculose", completou Barradas ao citar que as drogas obtidas nas ações eram para tratar artrite reumatóide e a doença rara de Kron.

Segundo o delegado da seccional de Marília, Fábio Alonso, que organizou a operação, os envolvidos no esquema vão responder por formação de quadrilha, uso de documento falso, falsidade ideológica, emissão falsa de atestado médico, além de perigo para a saúde de outrem. "Abrimos o inquérito há 70 dias e, por meio de escutas telefônicas, comprovamos a fraude", disse Alonso. "Só na sede da ONG apreendemos R$ 500 mil em remédios, além de laudos médicos em branco, mas já assinados pelo médico."

Atualmente, são atendidos por medicamentos fornecidos por ações judiciais 3.200 pacientes com psoríase. Segundo estimativas do secretário Barradas, 2.500 estariam envolvidos em esquemas fraudulentos, com custo total estimado em R$ 63 milhões. "Essa verba dá para custear cinco anos do Programa Dose Certa na capital" - que distribui 40 tipos de remédios.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 221 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal