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29/08/2008 - DCI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Redução de fraudes é opção para baixar preço de seguros

Por: Adriana Peres


SÃO PAULO - A partir da implantação da Circular 344, da Superintendência de Seguros Privados (Susep), estabelecendo que seguradoras e entidades abertas de previdência complementar criem estruturas de controle interno de combate à fraude, representantes do setor já apostam em uma queda no número de sinistros irregulares. Para o diretor de prevenção e redução das fraudes da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), Sérgio Duque Estrada, o número de fraudes deve diminuir a médio e longo prazo.

O número de fraudes no setor de seguros aumentou 37,17% em 2007, segundo indicadores de fraude gerados pelo 5º Ciclo do Sistema de Quantificação da Fraude (SQF), publicação anual divulgada em julho pela Diretoria de Proteção ao Seguro da Fenaseg. Só no ano passado, os sinistros suspeitos de fraude apresentaram um crescimento de 37,17% em relação a 2006, atingindo a marca de R$ 1,55 bilhão, o que representa quase 10% do valor total dos sinistros no período. Desses 10%, as fraudes comprovadas representaram R$ 220 milhões em indenizações negadas. Em 2006, esse índice foi menor, o equivalente a R$ 1,13 bilhão o que representou 7,6% do total de sinistros reclamados. De acordo com Estrada, "os preços dos prêmios são diretamente afetados com o aumento das fraudes". Ainda na avaliação do executivo, a partir da circular, a questão das fraudes passou a receber mais atenção do mercado segurador.

Segundo a pesquisa, Automóvel, Transportes e Vida foram os segmentos que mais contribuíram para o aumento do índice geral. Na carteira de autos, a suspeita de fraude atingiu 11,9% no ano passado, contra 9,7% em 2006; a de vida teve uma pequena variação, subindo de 8,1% para 8,2%; e a de transportes foi a que registrou o maior índice de aumento, com um salto de 14,7% para 36,7%. Duque Estrada diz que o setor já percebeu que todo investimento feito no combate às fraudes tem retorno garantido.

Segundo o presidente do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização do estado de São Paulo (Sindseg) e vice-presidente de assuntos institucionais da Mapfre Brasil, Mauro César Batista, além da criação de mecanismos de controle na indústria de seguro para combater ilícitos, as pessoas também devem participar, denunciando e não contribuindo para qualquer tipo de fraude. "Com essa ação de cidadania, toda a sociedade conseguirá se beneficiar do mercado segurador, garantindo melhor preço nos prêmios", diz Batista.

De acordo com o superintendente da Susep, Armando Vergílio dos Santos Júnior, as seguradoras têm realizado um bom trabalho de base e de prevenção. "Recentemente criei um grupo de trabalho para combater mercado marginal [exercício irregular da atividade de seguro por entidades não autorizadas a funcionar como seguradoras], em que as fraudes são mais evidentes", afirma Júnior. Para ele, o grupo de trabalho vai interagir com autoridades públicas, como Polícia Federal e Ministério Público, em um grande esforço de combate à fraude. O presidente da SulAmérica, Patrick Larragoiti, diz que diminuir o número de fraudes para oferecer produtos mais baratos "tem sido grande desafio do mercado".

Para ele, as seguradoras têm trabalhado para conscientizar a população em relação à fraude. "As empresas estão se estruturando nesses últimos cinco anos. No caso da SulAmérica, por exemplo, iniciamos uma campanha anual sobre a questão de combate à fraude", diz Larragoiti. A SulAmérica divulga para funcionários, prestadores e clientes a importância de combate à fraude. As suspeitas são encaminhadas para um órgão da área de auditoria da seguradora que avalia esse tipo de denúncia regularmente. "Os fraudadores são sempre mais espertos do que nós, então o nosso desafio é acelerar nossos esforços", afirma Larragoiti.

Segundo o presidente da Prudencial do Brasil Seguros de Vida, William Yates, a empresa sempre teve controle de fraudes por ser uma multinacional e nunca houve um caso identificado. Para ele, cada seguradora tem um tipo de controle devido às peculiaridades de suas carteiras. No caso da Prudencial, o primeiro passo é conhecer o cliente, com avaliação de risco prévia à aceitação da apólice. "Avaliamos desde a saúde do segurado até o esporte que a pessoa pratica, com intuito de oferecer preço mais justo possível", diz Yates. Com todos esses detalhes, a seguradora conhece a fundo seu cliente. "Outra vantagem é que a nossa carteira é composta, na maioria, por clientes de até 39 anos, jovens que ainda pagam pouco benefício", afirma.

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