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28/08/2008 - Midiamax Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha vende diplomas de curso superior pela internet

Por: Osvaldo Júnior


Um grupo, com suposto privilégio de acesso às instituições de ensino e ao próprio MEC (Ministério da Educação e Cultura), age na comercialização ilegal de diplomas. A atração de clientes é feita através de envios de e-mails e posteriores contatos telefônicos. O grupo conta com uma página na Internet e, segundo propaga, é composto de funcionários de universidades e escolas ou pessoas com trânsito facilitado nessas instituições. Também pode se tratar de grupo de estelionatários, que recebe altos valores pelos documentos falsos sem emiti-los aos “clientes”.

O responsável pelas ações afirma se chamar Fábio Lima. Na página do grupo (www.diploma.web.br.com), Fábio se apresenta como engenheiro de Programação e Sistema, formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo (SP). Ele também diz que é casado, tem 45 anos e três filhos. Quanto ao “serviço” que oferece, Fábio diz que, há três anos, comercializa diplomas de MBA, pós-graduação, Ensino Superior, Ensino Médio, Ensino Técnico e área de saúde.

A “qualidade do serviço” é assegurada através de informações sobre a competência do grupo para realização do comércio. Segundo Fábio, os integrantes do esquema possuem “muita facilidade em obter diplomas”. “Fazemos parte de uma rede de relacionamentos entre pessoas que possuem facilidades para obtenção deste tipo de documentos”, afirma Lima na página de apresentação do site. E detalha: “Tenho quase todas as universidades de Rio de Janeiro e São Paulo. Trabalhamos com muitas instituições, (200 Cursos diferentes em 80 Instituições) com ênfase em duas: Unip (Universidade Paulista) e Universidade Presbiteriana Mackenzie”.

Como se trata de serviço irregular, o engenheiro garante sigilo aos clientes. “Com um documento desses obtido de forma sigilosa, garantida, segura, você resolve seu problema para sempre!”, afirmou, falando com a reportagem do Midiamax ao telefone sem saber que estava sendo entrevistado. O telefone discado é de prefixo 011, portanto pode estar localizado na cidade de São Paulo.

O engenheiro explica que os documentos, emitidos aos “clientes”, são gerados nos próprios bancos de dados das instituições de ensino. O interessado fica registrado como ex-aluno, podendo requerer segunda via de toda documentação direto da universidade. “A Pessoa se torna um Formando da Instituição, sendo inserida nas listagens de Antigas turmas da Instituição. Definitivamente é uma Engenharia meticulosa onde não cabem erros ou amadorismos nem serviços de pessoas amadoras ou semi-alfabetizadas! É Coisa de gente competente, silenciosa e Hábil!Eu já conversei com todos os Vendedores de Diplomas do Brasil! Não há quem faça esse serviço no Brasil com essa ‘profundidade’. Priorizo trabalhar com senhores e senhoras membros de grandes empresas que precisam de nosso serviços e que precisam de Confiabilidade e absoluto sigilo, pois é isso o que oferecemos (sic)”, afirma o site.

Advogado por R$ 2.400

A reportagem do Midiamax simulou a procura pelo serviço para obter outras informações. A simulação envolveu a compra de um diploma de Direito. À pergunta se é necessário freqüentar alguma universidade, por mínimo que seja, Fábio respondeu: “Lógico que não! É pra facilitar mesmo a vida da pessoa”. Por telefone, ele informou que está no serviço há quatro anos, um a mais do que é informado no site.

Fábio disse que a entrega de toda documentação é feita em dez dias. Para isso, necessita que o interessado envie seus dados e metade do valor do serviço. Para “se formar” em Direito, a pessoa paga R$ 2.400 e se torna “ex-aluno da Unip”. “É só mandar todos os dados juntamente com o depósito de 50% do valor”.

O mesmo curso fica mais caro se “feito” em outra instituição que não seja nenhuma das duas que o grupo tem maior acesso: a Unip e a Mackenzie. O diploma de Direito na USP (Universidade de São Paulo), por exemplo, custa R$ 6 mil e o pagamento ocorre da mesma forma: metade antes e metade depois do recebimento da documentação.

Conforme Fábio Lima, a sua “empresa” fornece o diploma do curso, o histórico, a certidão de colação e protocolo do MEC. À pergunta se haveria algum problema ser “formado” por essa via, o engenheiro responde: “É só você não comentar com ninguém que não há problema”. Ele relevou, ainda, que já “formou” pelo menos 200 pessoas no Brasil através do comércio de diplomas.

Operação Cola

Em 14 de março do ano passado, a PF (Polícia Federal) desencadeou a Operação Cola, com o objetivo de desmantelar esquema de venda de diplomas falsos pela Internet. Na ocasião, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão em endereços dos “clientes”, das pessoas que compraram diplomas. Também foi preso Tiago Franciso Pereira, 22, que estava à frente do esquema.

De acordo com a PF, Tiago agia em Tangará da Serra (MT), de onde vendia diplomas para todo o país. Os falsos documentos custavam, em média, R$ 1.400.

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