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25/08/2008 - Cosmo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Identificação ganha novos métodos mais eficazes

Por: Ricardo Pfister


Leitores de impressão digital na locadora de filmes ou na catraca da academia é apenas o começo. Biometria é a aplicação de medidas ou dados estatísticos à biologia. Pode ser a medida do corpo humano. Única, como no caso da impressão digital, e associada à tecnologia, a biometria passa a integrar o conceito de sistema de segurança. Como o do leitor da locadora ou a catraca da academia, métodos de identificação cada vez mais comuns no mundo.

O modelo biométrico mais utilizado atualmente é o digital. Mas há também a leitura facial, de íris (a parte colorida do olho), de voz e outras opções sendo pesquisadas ou aperfeiçoadas. Em um futuro próximo, sistemas comerciais poderão identificar, automaticamente, o som produzido pela ponta da caneta no ato de uma assinatura e o tempo que o usuário demora para digitar uma senha, a dinâmica da digitação.

Diretor de marketing da Griaule Biometrics, uma empresa de Campinas que desenvolve software de reconhecimento biométrico, Paulo Ribeiro conta que, dependendo do leitor ótico, é possível obter até 50 pontos de identificação em uma imagem de impressão digital.

“A média utilizada para identificação está entre 20 e 30 pontos. Depende do número de pessoas cadastradas em um banco de dados. Quanto maior for o cadastro, mais pontos serão necessários para identificar uma pessoa”, explica. Uma pequena empresa, com 50 empregados, gasta em torno de R$ 5 mil para equipar-se com um leitor digital, entre software de reconhecimento e leitor de digital, que podem ser comprados em diversos fornecedores que atuam no mercado de biometria.

A precisão na identificação chega perto de 100%. Mas como nenhum sistema é perfeito, especialistas em segurança de acesso indicam que o ideal é usar mais de um, como senhas e modelos biométricos.
Outro modelo, a leitura facial verifica dados como distância entre os olhos, cor da pele e comprimento da face. No Brasil, os grandes bancos investem ao menos R$ 1 bilhão por ano para combater mais de 300 mil fraudes eletrônicas.

A rede bancária tem cerca de 165 mil caixas eletrônicos. Ainda este ano, está prevista a implantação de sistemas de biometria facial nos pontos de atendimento automático de ao menos duas redes bancárias.
O diretor de marketing e inovações da Senior Solution, uma empresa que oferece soluções de segurança para o setor financeiro, Carlos Sangiorgio, diz que não apenas documentos, como carteira de identidade ou de motorista, são fáceis de serem fraudados, mas senhas numéricas também. “Cada vez mais os bancos precisam se precaver. A biometria facial é uma alternativa para caixas eletrônicos para ser usada em conjunto com senhas e cartões”, diz.

Sangiorgio explica que a empresa está implantando o sistema de biometria facial em uma rede bancária que opera no Brasil. Os clientes vão precisar fazer cadastro de imagem, como acontece com assinaturas. As agências precisarão de câmeras e licenças de software de reconhecimento em cada caixa eletrônico. “Tudo depende de quanto uma empresa tolera de risco para então aprofundar seus parâmetros de identificação”, comenta Sangiorgio, que prefere não divulgar detalhes da operação por motivos contratuais.

O diretor de marketing da Griaule diz que, como a tecnologia de identificação digital é a mais desenvolvida atualmente, o momento é de buscar novas frentes. A empresa tem uma equipe trabalhando em pesquisas de identificação facial. O maior desafio, diz Ribeiro, é prever o envelhecimento das características da face, como o tamanho do nariz ou posição da boca. Até o começo do ano que vem, a empresa pretende lançar um software para explorar o crescente mercado. “A tecnologia de leitura de íris ainda não é comercialmente viável pois o leitor é muito caro. A tendência, por enquanto, é utilizar a tecnologia de reconhecimento digital em conjunto com a facial”, avalia.

Urna eleitoral testa sistema digital

São muitas as áreas nas quais os sistemas biométricos de identificação podem ser aplicados. As próximas eleições municipais, este ano, contarão com projetos pilotos de votação por meio de identificação digital eletrônica. Três cidades do País participarão dos testes. As cidades ficam em Santa Catarina, outra Mato Grosso do Sul e Roraima.


Segundo a assessora do Tribunal Regional de São Paulo (TRE-SP), Eliana Passarelli, o projeto está em teste e ainda não há previsão de quando poderá ser implantado no Estado de São Paulo.

“O trabalho é grande. Envolve o recadastramento de todos os eleitores. Por isso os testes começam em cidades pequenas”, diz Eliana. Segundo ela, a previsão é de quem em dez anos todas as urnas tenham identificação por biometria digital. “O principal desafio do processo eleitoral é garantir que a pessoa vote apenas uma vez. Falsificar documento é muito fácil. A impressão digital é mais confiável”, avalia o professor de segurança de redes da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) e da Faculdade Módulo, Almir Meira Alves.

Segundo ele, o custo para adaptar uma urna eletrônica para funcionar com o sistema de biometria digital é de R$ 12 mil, aproximadamente.

Inclui leitor de digital, também chamados de escaner, além do software que fará o reconhecimento das digitais e a ponte com o banco de dados dos eleitores.

“Existe um calendário, oficial, para que todas as cerca de 290 mil urnas sejam biométricas até 2018. O que falta hoje é teste, dinheiro não parece ser problema quando se trata de eleições no Brasil”, afirma.

Aumentar a comodidade

Os modelos eletrônicos de identificação biométrica tornam quase impossível fraudar sistemas de segurança. Utilizados em conjunto, permitem que se reconheça, com precisão, se uma pessoa é realmente quem ela diz ser. Mas a segurança não é o único foco das pesquisas e desenvolvimento de produtos. Aumentar a comodidade das pessoas é outra aplicação da biometria. Clientes de alguns postos de gasolina nos Estados Unidos não precisam de dinheiro nem cartões para efetuar o pagamento. Basta um dedo. O modelo é chamado de pay by touch, ou pagamento pelo toque. Com as digitais já cadastradas no seu banco, o motorista que chega para abastecer precisa apenas colocar seu dedo sobre um leitor ótico. O débito é feito automaticamente.
No Brasil, as locadoras 100% Vídeo contam ao menos com identificação digital eletrônica.

“A intenção é facilitar, pois o cliente não precisa levar documento. Evitamos também o constrangimento de ter que pedir o documento de alguém para sabermos se realmente se trata da pessoa. Para nós, a proteção é maior, pois qualquer um poderia usar a carteirinha da locadora”, diz

Cláudio Gomes Tibiriça, gerente de operações da rede, que aponta o uso de documentos falsos como o fator que os levaram a adotar o sistema biométrico. “Não temos mais problemas hoje.”

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