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23/08/2008 - Correio da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cheques perdidos valem 202 milhões

Por: Ana Patrícia Dias


Os portugueses já cancelaram este ano mais de 32 mil cheques devido a furto, roubo ou extravio. Em causa está um montante superior a 212 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal a que o CM teve acesso.

A maioria dos cheques (27 347) foi cancelada por extravio, tendo sido devolvidos, entre Janeiro e Junho deste ano, mais de 202 milhões de euros. Só em Janeiro foram revogados 5585 cheques no valor de 112 862 milhões de euros. Em apenas seis meses, o montante total dos cheques devolvidos aproxima-se da verba total registada no ano passado: 228 milhões de euros, na devolução de 63 436 cheques.

Já no caso de furto e roubo foram contabilizadas 4988 devoluções de cheques, no valor total de 9,9 milhões de euros. Feitas as contas, foram devolvidos no primeiro semestre deste ano mais de 212 milhões de euros em cheques devido a extravio, roubo e furto.

O Banco de Portugal já reconheceu que "têm surgido casos de furto, roubo ou extravio de cheques já preenchi dos que são, posteriormente, apresentados a pagamento e depositados na conta de outro que não o beneficiário inicial, mediante a falsificação de um endosso". Situações com "implicações económicas e sociais para os utilizadores desses cheques particularmente graves". Por isso, o Banco de Portugal emitiu um guia de Boas Práticas na Utilização de Cheques, disponível no seu site – www.bportugal.pt. Por exemplo, para evitar que alguém endosse o cheque a seu favor, a entidade recomenda que o emitente rasure a expressão ‘à ordem’ no impresso do cheque e proceda à sua substituição pela expressão ‘não à ordem’, escrita a seguir ao nome do beneficiário ou no espaço acima da expressão rasurada.

Por outro lado, o Banco de Portugal está a detectar que, muitas vezes, as revogações são solicitadas (por quem passa o cheque) apenas com o intuito de o cheque não lhe ser descontado da conta.

DICAS

MEIO DE PAGAMENTO

Se não for possível recorrer a meios de pagamento electrónicos, os cheques devem ser entregues pessoalmente ao beneficiário e sempre emitidos em nome da pessoa ou entidade a quem pretende pagar.

REVOGAÇÃO

O cheque só deve ser revogado em caso de furto, roubo, extravio ou coacção moral. Se o beneficiário considerar injustificada a proibição do pagamento, pode processar o emitente. A falsa revogação é uma infracção legal equivalente à do cheque sem provisão.

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