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20/08/2008 - rondoniaovivo.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Técnico do TRE/RO afirma que sistema da urna eletrônica é inviolável

Por: Marcos Souza e Maique Pinto


Desde que foi utilizada nos pleitos eleitorais do Brasil em 1996, uma das temeridades do eleitor sobre o processo de captação de votos através da urna eletrônica diz respeito a sua inviolabilidade e suspeição de fraude no resultado final de alguma eleição. Em Porto Velho um analista, especialista em programação, apontou algumas possíveis falhas para que ocorra a violação da urna eletrônica e com isso manipular o resultado final. Por outro lado, um técnico do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RO) apresentou garantias de segurança e explicou porque a violação é impossível.
Em Rondônia conta-se um notório caso de suposta violação, quando em outubro de 2006, o TRE-RO solicitou ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal investigações sobre as denúncias de possível fraude nas eleições daquele ano no Estado, pois haviam denúncias ligadas a um técnico em informática do próprio Tribunal que teria acesso à senha da programação das urnas eletrônicas e com isso manipulado o resultado de determinado candidato no pleito.

POSSIBILIDADES DE VIOLAÇÃO

O programador César Oliveira disse que a urna eletrônica brasileira nada mais é do que um microcomputador e que necessita, é claro, de um sistema operacional compatível para o seu uso específico, lembrou que no pleito desse ano o Linux foi escolhido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para realizar a operação, e que em modelos do passado, como o das eleições de 2002, 2004 e 2006 utilizaram o Windows CE, em versões 4.0 e 4.2.
No caso de algum hacker, com o mínimo de conhecimento em programação, querer manipular os dados colhidos pelas urnas eletrônicas o procedimento é simples, o primeiro passo para um programador é ter uma fonte ligada ao TRE-RO ou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para adquirir as senhas e os códigos do programa da urna eletrônica, copiar o programa e sistematizar os votos.
“Por exemplo, se em uma urna 200 eleitores irão usa-lá em um único dia o hacker pode te oferecer 70 votos e os outros são aleatórios”, disse César.
O programador ressaltou que o fato do TSE optar por um software livre, no caso o sistema Linux, tende por ser uma necessidade de aumentar a segurança do sistema, pois possibilita aos técnicos de programar o próprio sistema operacional, porém, ele advertiu que nem sempre isso é garantia de segurança total.
“Meu caro, se o Pentágono, o FBI e a NASA, que possuem segurança digital acima dos padrões comuns, foram invadidos, manipulados e violados, o Tribunal Superior Eleitoral, com o seu software da urna eletrônica, não seria?”, questionou César.

VIOLAÇÃO IMPOSSÍVEL

Eduardo Gil, secretário de Tecnologia e Informação do TRE/RO, quando questionado sobre a possibilidade de violação nas urnas eletrônicas, disse que é impossível, pois, segundo ele, existe todo um trâmite de segurança realizado através de resolução e o software desenvolvido pelo TSE, onde são feitos testes com o programa criado para a apuração dos votos.
Lembrou que nesse período o programa desenvolvido esse ano para a urna eletrônica, que pela primeira vez utilizará o sistema operacional Linux, está sendo testado e que não há como manipular o resultado.
“Todo software é assinado digitalmente, então este ainda está em fase de desenvolvimento, encerrando essa fase é feito uma cerimônia de lacre, que duram cinco dias, onde os técnicos que participaram dos testes analisam mais uma vez as senhas. Após esta segunda fase ocorre o encaminhamento para o TSE, onde é realizada a assinatura digital com a participação de membros de partidos políticos interessados em verificar a lisura do processo, Ordem dos Advogados do Brasil e Ministério Público. Após essa autenticação da assinatura digital o software é liberado para todo o Brasil”, disse Gil.
A violação é inexistente nesse caso, pois segundo o secretário se ocorrer alguma alteração na assinatura do programa em qualquer lugar do país, a mesma não será compatível e deixará de funcionar automaticamente. O mesmo programa, testado e aprovado pelo TSE, é o que será utilizado em todo o país.

SISTEMA BIOMÉTRICO POR IDENTIFICAÇÃO DIGITAL

No pleito desse ano o Tribunal Superior Eleitoral realizou em três municípios um projeto piloto na implantação do sistema biométrico de identificação por impressão digital. O cadastramento foi realizado no período de março e início de abril em Colorado do Oeste (RO), Fátima do Sul (Mato Grosso do Sul) e São João Batista (Santa Catarina).
A iniciativa foi tomada pela Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, para que nessas eleições municipais de 2008 as mais de 25 mil urnas eletrônicas adaptadas com a leitura biométrica sejam utilizadas.
Essa seria mais uma forma de tornar segura a inviolabilidade da urna eletrônica, pois com um leitor biométrico, disponível nas urnas, o eleitor será identificado automaticamente por meio das digitais dos dedos polegar e indicador, não necessitando mais do documento em papel.

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