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20/08/2008 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Federal investiga suposta fraude

Por: Daniel Sampaio


A Polícia Federal cumpriu ontem nove mandados de busca na sede do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e na casa de funcionários da instituição, em Fortaleza. Outros dois mandados de busca foram cumpridos na sede da empresa Frutas do Nordeste do Brasil S/A (Frutan), em Teresina. Foram levados documentos e computadores no intuito de apurar informações para inquérito de suposta fraude em dívidas da empresa com o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, segundo informações da PF.

Não houve prisões. Diferente das últimas operações realizadas pela PF, nem sequer o nome do delegado responsável pelo caso foi divulgado. O inquérito segue em segredo de Justiça e a polícia quer mantê-lo em sigilo, motivo de a PF ter divulgado poucas informações. Até mesmo a lista dos locais onde aconteceu a operação foi mantida em sigilo.

A polícia investiga um suposto favorecimento para redução da dívida que a Frutan tem com o BNB. De acordo com reportagem da revista Época de outubro do ano passado, o então diretor-administrativo do banco, Victor Samuel Cavalcante da Ponte - hoje afastado do cargo -, teria assinado acordo que reduziria a dívida da Frutan de R$ 65 milhões para R$ 6,6 milhões, em junho de 2006. Normas da Advocacia-Geral da União (AGU) e do próprio banco, de acordo com a revista, proíbem a operação.

Victor Samuel é, de acordo com a publicação, apadrinhado pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB). Ele foi subsecretário de Indústria e Comércio do Ceará no governo Ciro, além de participar das campanhas do atual parlamentar. O ex-diretor-administrativo do BNB também participou das eleições a favor de Ciro.

A Época mostrou ainda que o deputado federal, no mesmo período em que o acordo para a redução da dívida foi assinado, enviou uma carta a empresários apresentando Victor Samuel como seu representante para tratar sobre contribuição para a campanha daquele ano. O ex-diretor do BNB negou à revista que tenha recebido dinheiro de sócios da Frutan. Já Ciro argumentou que o documento tinha caráter pessoal e que não teria valor porque as regras do banco só permitem decisões colegiadas.

A assessoria do BNB enviou nota ao O POVO. A diretoria do banco, de acordo com a nota, teria sido "surpreendida" com a operação da PF na manhã de ontem. O BNB garante que processos administrativos decorrentes de uma sindicância que apurou o caso Frutan encontram-se atualmente em fase conclusiva.

O POVO deixou recado com a secretária da diretoria da Frutan, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

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