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17/08/2008 - Vale Paraibano Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas invadem as ruas de S. José

Por: Guilhermo Codazzi da Costa


A cena se repete com freqüência quase diária. Aos 80 anos, a aposentada M.T.H. deixa o Jardim Esplanada 2, bairro nobre onde mora, e se dirige ao 1ª Distrito Policial de São José dos Campos. O motivo da peregrinação é a esperança dessa senhora de traços orientais em reaver os R$ 200 mil (em dinheiro) que entregou a criminosos.

Não, M. não foi vítima de seqüestradores ou bandidos fortemente armados. Ela foi alvo de criminosos que utilizam a lábia como única e poderosa arma e, mesmo sem um canivete sequer, são capazes de obter quantias equivalentes ou até, em alguns casos, maiores às dos roubos a banco.

Por vezes usam perucas e outros disfarces para ludibriar as vítimas.

São golpistas, estelionatários, vigaristas, "171"... são conhecidos por vários nomes, tantos quanto suas formas de ação. "Acho que eles usam hipnose, feitiçaria, não sei, eles são muito convincentes", disse a aposentada, que foi vítima do golpe do bilhete de loteria. A prática é antiga, mas continua dando lucro aos criminosos.

O caso ocorreu em fevereiro, na região central da cidade área predileta dos golpistas. Eram 11h quando M. foi abordada por um homem branco, de 50 anos de idade, aproximadamente. Ele disse à aposentada que tinha um bilhete de loteria e que havia sido premiado, porém por ser analfabeto iria precisar de auxílio para verificar o resultado do sorteio.

Logo em seguida, duas outras pessoas uma mulher loira, de 70 anos, e um jovem de 25 se juntam à conversa. Um deles, o jovem, simula ligar para a Caixa Econômica Federal, para checar se o bilhete estava premiado ou não. Em seguida, diz que o banco confirmou, seriam R$ 4 milhões. Uma bolada.

Então, o dono do bilhete disse que daria uma recompensa para os outros três, caso auxiliassem ele a retirar o prêmio. Porém, para isso, precisariam provar que eram pessoas idôneas. O jovem deixou o local, voltando logo em seguida, com uma bolsa cheia de dinheiro. Agora era a vez de M.

Primeiro ela sacou R$ 50 mil. No dia seguinte, mais R$ 150 mil.

O prêmio de R$ 4 milhões, obviamente, não existia. O dono do bilhete e os outros dois envolvidos estavam mancomunados para aplicar um golpe.

No total, o grupo, identificado posteriormente, tinha cinco integrantes.

"Quero que eles fiquem trancafiados por um bom tempo", disse M., que não perde a esperança de reaver o dinheiro. Por isso vai à delegacia para saber se há novidades no caso.

De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro ainda não foi localizado.

GOLPES - Esse é somente um exemplo do vasto repertório de golpes aplicados em São José. "Eles [estelionatários] exploram a ganância das pessoas, quando a vantagem é grande, desconfie", aconselhou o delegado do 1ª DP de São José, Gilmar Guarnieri Garcia.

O distrito é o maior da região e está localizado no centro de São José, onde há maior concentração de casos de estelionato, segundo a polícia.

Além do golpe do bilhete, existe também o do cheque (em que uma pessoa simula ter deixado o cheque cair e diz que recompensará a vítima, que lhe devolveu o papel), o do jogo de tampinhas (em que o criminoso esconde uma bolinha embaixo de uma tampa de garrafa e pede que a vítima tente adivinhar onde ela está), o truque da "amarelinha" (aplicado com baralho), entre outros.

Há outros golpes mais inusitados, como por exemplo, a venda da praça Afonso Pena, no centro de São José. "Um homem disse a uma senhora que havia recebido a praça como herança, mostrou um documento falso e disse que queria ir embora da cidade rápido, queria se desfazer da praça e aceitaria como troca o que a mulher tivesse no banco", contou o delegado.

A vítima perdeu R$ 30 mil e, claro, ficou sem a praça.

ALVO - De acordo com a polícia, os golpistas escolhem suas vítimas de forma criteriosa, estudada. Antes de aplicar a fraude, eles observam o alvo, principalmente na zona bancária da cidade. "Colocam olheiros nos bancos, para olharem os clientes, verem quem aparenta ter dinheiro. A região central é onde circula o dinheiro, por causa da zona bancária".

Para enganar a vítima, as quadrilhas utilizam disfarces como perucas, por exemplo e outros artifícios. Outra estratégia usual é abordar o alvo sozinho, aguardando a chegada de um comparsa, que finge não conhecê-lo e aparenta estar em condição semelhante à vítima.

De acordo com o Código Penal, a pena prevista para o crime de estelionato varia entre um e cinco anos de reclusão (ler texto nesta página).

Em seu site (www.polmil.sp.gov.br) a Polícia Militar disponibiliza uma série de dicas para a população escapar da ação dos vigaristas.

Para a polícia, a dica para não cair na lábia dos criminosos resume-se a uma frase: "Quando a esmola é demais, até o santo desconfia".

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