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13/08/2008 - UOL Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Emprego no exterior nem sempre é golpe; veja como se proteger


Segundo o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 4 milhões de brasileiros estão morando em outros países e a mudança de endereço se deve às oportunidades de trabalho. Esse contingente ultrapassa a população da Paraíba, estimada em 3,6 milhões pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para quem quer se juntar a esse time, saber identificar se as ofertas de emprego no exterior são confiáveis é o primeiro passo antes de reservar a passagem e fazer as malas.
O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) publicou até uma cartilha sobre o assunto, com conselhos para evitar que brasileiros caiam em armadilhas: "Em muitos casos, essas promessas [de trabalho] se revelam falsas, e os migrantes, principalmente mulheres, acabam envolvidos em redes de tráfico de pessoas, prostituição, trabalho forçado e violência", diz o documento do ministério.

Um das principais orientações do MTE é consultar os consulados do país de destino para obter mais informações sobre eventuais programas oficiais de trabalho.

Québec

O Canadá, por exemplo, recruta profissionais graduados e tecnólogos com conhecimentos de francês para a Província de Québec, que sofre com baixas taxas de natalidade (1,3% ao ano). O candidato não sai do país já com uma vaga certa, mas Soraia Tandel, agente de imigração do governo da Província, diz que em geral o brasileiro consegue um posto em menos de três meses.

"Mais de 3.000 brasileiros já participaram do programa, que está aberto a todas as profissões. Mas algumas têm carência maior e por isso incentivamos mais: bioquímico, químico, engenheiro, matemático, físico, assistente social e nutricionista", diz.

Para se candidatar é preciso preencher formulários, que estão na Internet, mandar uma lista de documentos e pagar uma taxa de US$ 390, que, segundo Tandel, refere-se à análise de toda a papelada.

Se a documentação do brasileiro for aceita, ele passará por uma entrevista, em São Paulo (SP) e em francês. "Ele [o candidato] vai desempregado, mas tem direito a mil horas de aulas de francês gratuitas e ao acompanhamento de uma pessoa de RH [Recursos Humanos], que o ajuda a conseguir a vaga", afirma a diretora. O selecionado pode então pedir visto de residente permanente e, se aceito, depois de três anos vivendo no país, tem direito à cidadania canadense.

'Vou e fico'

Paula* já passou pela entrevista e agora espera conseguir o visto permanente. Como ela ainda não foi aceita, prefere não se identificar, porque está trabalhando no Brasil, na área de informática, e ainda não avisou à empresa de seus plano de imigração. Ela conta que nessa etapa de obtenção do visto deve gastar cerca de R$ 2.000, com taxas e consulta médica.

Mas diz que o custo vale a pena, porque quer construir a sua carreira no Canadá, mesmo sabendo que deve começar em um posto inferior ao que tem hoje. "Isso vai ocorrer porque ainda não domino plenamente o francês e não tenho experiência no mercado de trabalho canadense, o que para eles conta muito."

Então, por que imigrar? "É um conjunto: pela segurança, pela qualidade de vida e também porque sempre tive a vontade de morar fora. Vou e fico. Minha família me apóia. Eles vão ter de segurar a saudade", diz.

*Nome fictício



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