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15/09/2006 - Jornal da Tarde Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude na renovação


A conhecida compra de carteira de motorista não é mais a principal atividade irregular aplicada nas auto-escolas. Desde setembro do ano passado, quando os motoristas habilitados antes de 1999 passaram a ter de fazer a prova de Direção Defensiva e Primeiros Socorros para renovar a carteira, parte das 89 auto-escolas, ou Centros de Formação de Condutores (CFCs) credenciados começaram a passar 'cola' dos exames para os motoristas que tentavam a renovação.
E somente ontem, após instaurar mais de 100 inquéritos policiais contra centros acusados de irregularidades, os policiais do Detran decidiram ir para as ruas flagrar as ações ilegais. Na blitz, 15 auto-escolas distribuídas em todas as regiões da Capital foram vistoriadas ao mesmo tempo, das 10h às 16h. Oito proprietários acabaram presos.
Somente em uma delas a polícia descobriu que 60 motoristas tinham suas carteiras renovadas por dia, em apenas um computador. Ou seja, a prova nem era respondida pelo motorista. Outras vezes, quando o próprio candidato fazia o exame, respondia 30 questões em apenas um minuto. Um funcionário da auto-escola passava a cola em um papel, enquanto o motorista fingia realizar o exame.
No entanto, segundo o Detran, as auto-escolas não foram fechadas. Funcionarão normalmente enquanto passam por um processo administrativo na Corregedoria do Detran. Os donos dos CFCs responderão por falsidade documental, falsidade ideológica e falsa inserção de dados oficiais. Somente a falsa inserção de dados oficiais, praticada por pessoas a serviço do Estado, tem pena de seis a 12 anos de prisão.
De acordo com a lei, para cumprir as determinações do Código de Trânsito Brasileiro o motorista somente pode continuar dirigindo se comprovar, por meio de uma avaliação teórica, que tem conhecimentos básicos de direção defensiva e primeiros socorros. Para isso, ou ele vai ao Detran e faz gratuitamente a prova e paga R$ 50 de exame médico e R$ 25 para emissão da carteira, ou ele procura um CFC, a auto-escola credenciada. Nesse caso, paga mais R$ 33 para fazer o curso e a prova.
As provas são realizadas dentro do CFC. O motorista senta em frente a uma webcam (câmera do computador) e responde a prova. Através da câmera, os técnicos do Detran verificam se o candidato está fazendo a prova e em quanto tempo ele conclui as 30 questões de múltipla escolha.
Na fraude, para passar as respostas, o funcionário da auto-escola fica atrás da câmera com o gabarito. Agora, todos os motoristas que compraram a facilidade proposta pelas auto-escolas criminosas também serão investigados pelo Detran de São Paulo.

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