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13/08/2008 - Vale Paraibano Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia indicia falsa médica em S. José

Por: Guilhermo Codazzi da Costa


A Polícia Civil indiciou Cláudia Maria Gonzaga Ferreira, 49 anos, a falsa médica que atuou por nove meses na Santa Casa de São José dos Campos, por exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, utilização de documento falso e falsificação de documento público. Se condenada, a suspeita poderá pegar até 19 anos de cadeia.

O caso é apurado pelo 1º DP (Distrito Policial), que deve relatar o inquérito à Justiça ainda esta semana. Será o fim de uma investigação iniciada em fevereiro, quando o hospital descobriu a fraude e comunicou a polícia. Cláudia prestou depoimento em julho e admitiu que não é formada na área. Ela usava um registro e um diploma falsos.

"Agora o inquérito será relatado para o Fórum e o Ministério Público deverá denunciá-la", disse o delegado do 1º DP de São José, Gilmar Guarnieri Garcia, que comandou a investigação sobre a falsa médica. "Ela nos disse [no depoimento] que estava tomando remédios, que precisava de dinheiro", disse o delagado.

A falsa médica, que está sendo submetida a um tratamento psiquiátrico, atuou ilegalmente na Santa Casa de São José entre maio de 2007 e fevereiro de 2008. "Ela deve responder o processo em liberdade, não representa perigo", disse o delegado.

Ao ser contratada, Cláudia apresentou um diploma do curso de Medicina da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Campinas, da turma de 1981, e uma carteirinha do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), número 64.189 -registro que é de Célia Maria Gonzaga Ferreira.

A carteirinha do Cremesp e o diploma eram falsos. Cláudia jamais estudou Medicina. Ela se formou pela PUC, em 1981, no curso de Enfermagem. Contratada, com salário de R$ 3.417, ela passou a atuar na área de medicina do trabalho.

DEPOIMENTO - "No depoimento, ela disse que usou documentos que eram da irmã, mas essa versão ainda não foi confirmada. A reitoria da PUC informou que essa mulher não se formou em Medicina lá", afirmou Guarnieri.

A fraude foi descoberta depois que a Revap (Refinaria Henrique Lage), de São José, informou a Santa Casa sobre irregularidades na habilitação de Cláudia. A falsa médica atendia os trabalhadores da refinaria. O hospital procurou a polícia e iniciou um levantamento de todos os procedimentos realizados pela falsária.

Ao ser desmascarada, no dia 21 de fevereiro, a falsa médica tentou o suicídio e, depois de ver uma tentativa frustrada de tirar a própria vida, simulou ter sido vítima de um sequestro-relâmpago em Taubaté, onde mora. Cláudia, inicialmente, alegou à polícia ter tido os pulsos cortados por ladrões, que em seguida teriam atirado ela no rio Paraíba.

CONFISSÃO - Em março, quando já era investigada pela fraude em São José, ela confessou à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Taubaté, que apurava o suposto sequestro-relâmpago, que tudo não havia passado de uma simulação. Por isso, foi indiciada por falsa comunicação de crime.

Ao tentar o suicídio a suspeita ingeriu cerca de 30 comprimidos de Fluoxetina 20 mg -remédio antidepressivo-, depois cortou os pulsos e se jogou de uma ponte de 15 metros de altura em direção ao rio Paraíba, na rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, em Taubaté.

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