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08/08/2008 - JC Online / Blog de Jamildo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Revista diz que fraude com notas frias motivou assassinato de radialista em Carpina


Em época de campanha, pipocam denúncias entre grupos rivais. Em Carpina, não é diferente.

A mais nova polêmica na cidade é a divulgação de notas fiscais frias da prefeitura local para o pagamento de despesas com combustível de funcionários municipais e até parentes do prefeito Manoel Botafogo. O esquema de fraudes teria sido a gota d'água para a decisão de assassinar o radialista e vereador Jota Cândido. As notas são de maio de 2005. O radialista morreu em julho de 2005.

Um dado curioso é que a revista é dirigida pelo radialista Denis Araújo, que já foi perseguido pelo prefeito com um facão em um episódio recente. Seus advogados negam ameaça à vida do radialista e disseram que ele estava participando da poda de árvores.

Leia a íntegra:

A máfia do combustível em Carpina

Da Revista Fatos, de Carpina

O vereador e radialista Jota Cândido chegou a anunciar em seu programa na Rádio Alternativa FM que denunciaria um esquema de abastecimento de combustíveis com o dinheiro público, a chamada máfia do combustível, como intitulava. Esse fato deve ter sido a gota d'água para que o assassinato do radialista fosse decretado, afirma o advogado criminalista, Joaquim Pinto Lapa, que representa a família de Cândido no processo.

No dia 1º de julho de 2005, Jota Cândido foi alvejado de forma covarde e cruel por 20 tiros quando chegava à Rádio Alternativa FM, por volta das 6h30, para trabalhar. O PM Luiz André de Carvalho, conhecido como Cabo André, chefe da Guarda Municipal de Carpina à época e os policiais militares Edilson Soares Rodrigues e Tairone César da Silva Pereira, além do motorista Jorge José da Silva são acusados pelo crime. O Ministério Público e a Polícia Civil não acreditam que Cabo André seja o autor intelectual do assassinato e ainda investigam o caso com o objetivo de chegar ao financiador do assassinato. Os executores foram pronunciados e podem pegar até 30 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado.

O dossiê do esquema dos combustíveis foi entregue por Jota Cândido ao advogado e ao vereador Charles Meira logo após o radia-lista ter sofrido o primeiro atentado, em 21 de maio de 2005. "Ele tinha medo de morrer e não ver revelado esse escândalo com o dinheiro público", lembrou Charles Meira, que junto com o advogado Joaquim Lapa enriqueceu o dossiê com fotos dos veículos particulares que abasteciam por conta da Prefeitura.

"Era uma grande farra. Tem nota que denuncia até a compra de cerveja e refrigerante, tudo com o dinheiro do povo", disse Joaquim Lapa, afirmando que o Posto Albuquerque Pneus foi conivente com esse crime. O advogado afirmou, ainda, que o filho do prefeito, Josafá Manuel da Silva, comprava combustível sistematicamente para vender aos mototaxistas por um preço menor (ver seqüência de notas nas págs. 18, 19).

Pelas notas, observa-se que o prefeito, seus filhos e o chefe da Tributação de Carpina autorizavam a transação dos combustíveis.

Ao entregar o dossiê à Revista Fatos, o vereador Charles Meira disse que existem dezenas e dezenas de notas e que elas já estão com o delegado especial que continua investigando o assassinato de Jota Cândido.

"A máfia do combustível está provada. É só mandar fazer a perícia nas notas e investigar. Lembro que o prefeito Manuel Botafogo disse em entrevista ao Programa Dizendo Tudo, da Nova Carpina FM, que renunciaria se eu mostrasse uma nota de combustível que comprovasse a compra de gasolina com o dinheiro da prefeitura para utilizar no carro de sua propriedade. Estamos mostrando a nota, inclusive, assinada pelo próprio Sr. Botafogo. O prefeito vai renunciar?", concluiu o vereador.

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