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07/08/2008 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bauruense alerta turistas para peso falsificado na Argentina

Por: Ieda Rodrigues


Ao voltar de Buenos Aires com 350 pesos falsificados, depois de muito protestar no país vizinho, o empresário bauruense Luis Antonio Manso não vê outra medida a tomar a não ser alertar quem pretende viajar para a Argentina para o risco de cair no esquema da falsificação e levar prejuízo. Por isso, decidiu divulgar o que lhe aconteceu. Mesmo tomando o cuidado de procurar uma casa de câmbio autorizada pelo Banco Central da Argentina, ele entregou 300 dólares e recebeu 900 pesos, sendo que mais tarde descobriu que 550 pesos eram falsificados - cinco notas de 100 e uma de 50.

“Eu estava comprando bilhete para uma exposição agropecuária quando a pessoa do caixa informou que não iria aceitar aquela nota de 100 porque era falsificada. Eu não acreditei e dei outra nota, e também era falsa, e mais outra e mais outra e quase todas eram falsificadas”, relata Manso, indignado até agora com o acontecido.

Após o alerta do caixa e comparando as notas de 100 pesos, Manso verificou que havia diferença entre elas. “O papel das falsificadas é mais liso. Depois que a gente se familiariza com a moeda e comparando com as notas verdadeiras, dá para saber qual é falsificada”, explica.

No dia seguinte, o empresário, juntamente com amigos de Bauru que o acompanhavam na viagem, procurou a Metropolis Casa de Câmbio, loja da avenida Florida, centro de Buenos Aires, onde havia feito a troca de moedas. Esperando que o estabelecimento recolhesse as notas falsificadas, ele explicou o que havia acontecido. “Mas para minha surpresa disseram que era impossível a casa de câmbio ter dado nota falsa. Impossível era eu ter trocado dólares por pesos, ter colocado as notas na carteira e do nada apareceram notas falsas no lugar das verdadeiras”, frisa ele.

Sem conseguir sucesso na casa de câmbio, ele alertou que iria procurar a polícia. “E aproveitei para avisar os brasileiros que estavam na fila que aquele estabelecimento estava passando nota falsa”, conta. Em seguida, Manso procurou a delegacia, onde foi informado que poderia abrir um processo para averigurar o caso, mas que seria a palavra dele contra a do representante da casa de câmbio.

“Eu percebi que eram conivente com a situação. Disseram que há mesmo derrame de nota falsa, etc. Então, eu disse que iria divulgar, aqui no Brasil, para que os turistas fiquem atentos quando forem a Argentina”, orienta.

Vergonha

Além do prejuízo, Manso ressalta que passou vergonha quando teve nota de peso recusada. “E eu não fui o único. Estávamos em cinco casais aqui de Bauru e um outro amigo meu, o Celso Martha, também pegou uma nota de 100 pesos falsificada numa loja.

“Então, quero deixar o alerta para os bauruenses, que são muitos que vão para Buenos Aires, para tomar cuidado com o dinheiro lá, que nem casa de câmbio é seguro”, completa. Procurada pela reportagem, Regina Helena Braga Jacinto, delegada regional da Associação das Agências de Viagem Independentes do Interior do Estado de São Paulo (Aviesp), afirma que esse tipo de reclamação nas agências de viagens de Bauru não é comum.

Porém, ela ressalta que um colega de profissão recentemente comentou sobre turista ter recebido pesos falsificados na Argentina. “Diante disso, vou sugerir à Aviesp incluir entre os avisos para quem vai a Argentina o cuidado na hora de fazer o câmbio”, comenta. Ela frisa,que, normalmente, os turistas já recebem informação sobre a necessidade de cuidado com a segurança no país vizinho em função do aumento da criminalidade.

“Isso que aconteceu, de não poder confiar nem na casa de câmbio, foi um absurdo”, afirma.

Dicas

Para evitar amargar prejuízo, Regina Helena Braga Jacinto orienta os turistas a usarem o cartão de crédito internacional ao invés de trocar dinheiro. “Até porque há risco de pegar dinheiro falso de troco”, diz.

Outra dica, caso seja necessário ter dinheiro na moeda corrente do país, é fazer o câmbio no aeroporto, considerado local mais seguro. “E evitar as notas altas, que são sempre as que são alvo de falsificação”, completa.

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