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06/08/2008 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Médico acusado de participar de suposto esquema de fraude em fila de transplantes é solto

Por: Simone Miranda e Cláudio Motta


RIO - O cirurgião Joaquim Ribeiro Filho, acusado de participar de um suposto esquema de fraudes na fila de transplante de fígado no Rio de Janeiro foi solto, nesta terça-feira, segundo informações da rádio CBN. Ele foi preso na quarta-feira, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação "Fura-Fila" . Segundo o telejornal "RJTV", da TV Globo, nesta quarta-feira, outros quatro denunciados vão prestar depoimento na Justiça Federal.

Em nota, a defesa do cirurgião afirmou que Ribeiro Filho não cometeu nenhuma irregularidade ( leia a íntegra da nota ). O documento é assinado pelo advogado Paulo Freitas Ribeiro. Um comitê de apoio ao cirurgião também criou um blog para divulgar o trabalho do médico ( clique aqui para acessar o blog ). Pacientes e médicos estão deixando depoimentos em solidariedade ao cirurgião.

A juíza federal convocada Andréa Cunha Esmeraldo, que atua interinamente na 2ª Turma Especializada do TRF-2ª Região, revogou liminarmente a prisão, mas impôs algumas condições. Ribeiro Filho ficará afastado de suas funções relativas ao cargo de médico cirurgião e professor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (vinculado à UFRJ) e não poderá realizar qualquer procedimento cirúrgico referente a transplante de fígado.

Além disso, o médico terá de assinar um termo de compromisso, no qual se comprometerá a não se comunicar com quaisquer dos co-réus ou testemunhas, pessoalmente ou através de terceiros, por qualquer meio de comunicação, "deles mantendo a distância de um raio de pelo menos 500 metros, bem como a comparecer a todos os atos processuais para os quais for intimado, comunicar ao juízo qualquer mudança de domicilio e requerer autorização judicial sempre que for sair do estado do Rio de Janeiro".

Em sua decisão, proferida em resposta a pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do réu, a juíza Andréa Esmeraldo entendeu que não há, no processo, qualquer elemento palpável e concreto, que sirva como indício ou prova de que o acusado possa intimidar testemunhas ou co-réus para impedir a apuração dos fatos.

Defesa de médico divulga nota com esclarecimentos

A defesa do cirurgião Joaquim Ribeiro Filho, divulgou, nesta terça-feira, uma nota com esclarecimentos. O documento é assinado pelo advogado do médico Paulo Freitas Ribeiro. Um comitê de apoio formado por pessoas ligadas ao médico também criou um blog para divulgar o trabalho do médico.

Na nota, o advogado Paulo Freitas Ribeiro diz que o Dr. Joaquim Ribeiro Filho nunca foi acusado de venda de órgãos ou tráfico de órgãos, conforme divulgou equivocadamente a Polícia Federal . De acordo com o advogado, a denúncia oferecida pelo Ministério Público versa sobre a suposta prática de transplantes em alegado desrespeito à fila, mas não foi o médico acusado de receber dinheiro para beneficiar os transplantados.

Paulo Freitas disse que, "em relação ao primeiro transplante, realizado em 2003, o médico foi submetido a julgamento no Conselho Regional de Medicina, tendo sido absolvido por unanimidade pelos 21 conselheiros que o julgaram. No segundo caso, o transplante foi realizado por ordem judicial e foi implantado um órgão que seria descartado. No terceiro caso, sequer houve transplante".

A Clínica São Vicente informou, em nota, que não tem equipes para fazer transplantes, apenas fornece as instalações. E que, das três cirurgias suspeitas atribuídas à clínica, a primeira foi realizada no Hospital do Fundão, a segunda na São Vicente (obedecendo a uma liminar) e a terceira foi impedida pelo Rio Transplante.

Defensoria Pública da União faz vistoria no Hospital do Fundão

Nesta terça-feira, a Defensoria Pública da União realizou uma vistoria no Hospital Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão, entre 10h e 13h. O objetivo foi verificar as condições da unidade de realizar cirurgias de transplante de fígado. De acordo com o defensor André Ordacgy, é necessário recompor a equipe de médicos. Dos cinco cirurgiões, dois foram afastados na operação Fura-Fila. As operações foram temporariamente suspensas e, de acordo com Ordacgy, a Secretaria estadual de Saúde pretende concentrá-las no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB).

- O HGB já recebe grande quantidade de pacientes, como absorveria toda essa demanda das cirurgias de transplante de fígado? Até sexta-feira, faremos uma visita à unidade de Bonsucesso - disse Ordacgy.

O defensor público da União afirmou, ainda, que o Hospital do Fundão possui boa estrutura. A equipe que visitou a unidade elaborou uma lista de cinco tópicos com medidas a serem estudadas para melhorar a realização dos transplantes de fígado no Rio.

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