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01/08/2008 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Alerta contra falsificações no Estado

Por: Marcondes Maciel


A Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja) fez um alerta ontem aos produtores para que tomem cuidado na hora de comprar agrotóxicos. “Os produtores devem comprar agroquímicos apenas de empresas idôneas e evitar os picaretas, que estão comercializando produtos falsificados no mercado”, disse ontem o presidente da entidade, Glauber Silveira.

Na última segunda-feira, a Polícia Federal de Mato Grosso estourou uma fábrica de defensivos agrícolas piratas que funcionava numa chácara na região da Guia, em Cuiabá. Foram encontrados produtos químicos que estavam sendo misturados para a fabricação dos agrotóxicos, além de frascos, rótulos falsificados, selos holográficos e lacres. A PF informou que foram vendidos cerca de três mil litros de defensivos a preços abaixo do mercado. São produtos para tratar sementes, para controle da ferrugem asiática da soja e para controle de insetos nas lavouras.

“Não existe milagre. Se aparecer alguém com fórmula milagrosa e preços muito baixos, o produtor deve desconfiar e se precaver. Tem que comprar apenas produto de qualidade comprovada, de fornecedores idôneos”, afirmou Silveira.

Segundo o gerente de produtos do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola (Sindag), Fernando Henrique Marini, este não é o primeiro caso de falsificação de agrotóxicos em Mato Grosso. “Já tivemos também um caso em Rondonópolis, onde a Polícia Federal apreendeu três toneladas de fungicidas e inseticidas que seriam utilizados na lavoura de soja, milho e algodão”, informou Marini.

Na última apreensão em Cuiabá, no início desta semana, foram retirados do mercado o fungicida Priori, que seria utilizado no combate à ferrugem asiática da soja, o inseticida Cruiser e o Standak, usado no tratamento de sementes nas lavouras de soja, algodão e milho.

“Não temos ainda um levantamento dos prejuízos da Syngenta com a venda destes produtos falsificados”, afirmou Marini.

Segundo ele, não há só uma região afetada. “Eles estão agindo em várias regiões do país e as principais são as de fronteira agrícola, como Mato Grosso, Rondônia e Pará. Mas já deram golpes também na Bahia, em Goiás e no Mato Grosso do Sul, Maranhão e Piauí”.

Marini afirmou que a falsificação de agrotóxicos para a lavoura se tornou uma “atividade” lucrativa. “As autoridades policiais divulgaram que este tipo de crime está atraindo os traficantes de drogas, por ser uma atividade de menor risco e onde as penalidades são bem menores para o infrator”.

PREJUÍZOS – No ano passado, segundo boletim do Sindag, foram apreendidas quase 60 toneladas de produtos ilegais. Entre o ranking de oito estados listados pelo Sindag, o Mato Grosso do Sul e o Rio Grande do Sul lideraram o volume de apreensões e Mato Grosso ficou na sétima posição, com 20 toneladas e 1,5 tonelada, respectivamente. O prejuízo anual estimado para a indústria e o Fisco é de cerca de US$ 360 milhões.

CAMPANHA - Em função do aumento deste tipo de crime no país, o Sindag está realizando uma campanha de combate aos agrotóxicos ilegais. “Estamos alertando os produtores que o produto barato pode trazer uma surpresa desagradável para a lavoura”, disse Marini, lembrando que o produto deve estar acompanhado de nota fiscal e receita agronômica. “Quando esses documentos não forem apresentados, os produtores devem suspeitar de alguma irregularidade e recusar a compra”.

Marini informou que o principal chamariz para a venda de produtos falsificados são os preços. “Quando o desconto oferecido pelo vendedor for muito grande, há algo errado. Os produtores devem rejeitar e fazer a denúncia”. Disse ter informação de que um produtor da região de Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá) chegou a perder três mil hectares de soja devido à utilização de produtos falsificados indicados para o controle da ferrugem.

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