Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS



Promoção BLACK WEEK. Até o dia 02/12 valor promocional para o Treinamento sobre Fraudes Crédito e Comércio ! CLIQUE AQUI.


Acompanhe nosso Twitter

30/07/2008 - Último Segundo / Agência Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O perigo chega pela internet


O consumidor deve ter cuidado ao abrir mensagens de internet supostamente enviadas por instituições financeiras. O total de denúncias de fraudes na rede que envolvem páginas falsas de bancos subiu de 230 para 425 na comparação entre o segundo trimestre de 2007 e o mesmo período deste ano, um aumento próximo aos 85%.

Os números são do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), que realiza o levantamento com base em reclamações encaminhadas espontaneamente por usuários e administradores de rede.

Cristine Hoepers, analista de segurança do Cert.br, explica que as páginas falsas são criadas com os mesmos símbolos, imagens e informações que as páginas originais. Ela observa, porém, que normalmente, o volume de informações solicitadas ao usuário é maior do que o pedido nas páginas oficiais.

Segundo a especialista, o link para uma página falsa vem na troca de mensagens, em nome de um site de comércio eletrônico ou de uma instituição financeira, por exemplo. Nessa página, são solicitados dados pessoais e financeiros, como o número, data de expiração e código de segurança do seu cartão de crédito, ou números da sua agência e conta bancária e senhas do cartão do banco e de acesso ao banco virtual.

Para Cristine, os consumidores nunca devem abrir mensagens ou acessar links de procedência desconhecida. Uma maneira de verificar a confiabilidade do site é ver se o endereço do link começa com https (de página segura) e se há o desenho do cadeado no canto inferior da página. "Sem ambos, ou se um deles faltar, não prossiga", avisa.

De acordo com Cristine, nenhum computador está a salvo das tentativas de fraude. O objetivo do ataque é fazer com que o usuário acredite em algum fato e siga um link para uma página falsa ou instale um "código malicioso". Se a pessoa não está esclarecida sobre o problema, poderá ser afetada.

Ela recomenda que os usuários que suspeitarem de algum site bancário falso deve comunicar o fato à instituição imediatamente, além de enviar mensagem ao Cert.br (cert@cert.br) com o link da página falsa ou uma cópia do e-mail. "Desse modo, podemos agir para que a página seja removida", diz. O Cert.br (www.cert.br) tem uma cartilha sobre como identificar um site falso.

Baixo risco

Na opinião de José Mariano Filho, delegado titular da 4ª Delegacia de Crimes por Meios Eletrônicos, da Divisão de Investigações Gerais (DIG), o aumento está relacionado ao fato de que se trata de um golpe rentável e de baixo risco. "Os criminosos estão se especializando, pois a atividade requer sólido conhecimento tecnológico." O delegado conta sobre um teste que fez recentemente com cerca de 200 pessoas de seu relacionamento pessoal para verificar quantas delas estariam vulneráveis a um crime virtual.

Mariano Filho criou uma mensagem que continha um anexo que poderia baixar um programa (no caso, uma piada com ilustrações), solicitando aos destinatários que acessassem a página. Para sua surpresa, cerca de 30% dos integrantes do grupo que receberam a mensagem - 60 destinatários - aceitaram o convite. Ele sabe que entre os que caíram, há aqueles que reconheceram o remetente, mas observa que, em uma situação de crime real, em que são enviados milhões de e-mails, se apenas um usuário atender ao pedido do criminoso, ele já terá atingido seu objetivo.

Mariano Filho reitera que quem for vítima do golpe deve procurar a instituição financeira usada na fraude e, em seguida, a 4ª Delegacia da DIG. Uma vez que esse tipo de delito é colocado nas estatísticas como fraude ou estelionato, a Polícia ainda não tem dados específicos só sobre crimes virtuais.

De acordo com a Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP), o órgão não registra reclamações a respeito, pois não se configura uma relação de consumo, já que não se trata de um problema do usuário com a instituição financeira, que nesse caso também é vítima.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 233 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal