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30/07/2008 - Diário da Serra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Policiais são denunciados por formação de quadrilha e cobrança de propina


O Ministério Público denunciou à justiça cinco policiais civis, acusados de formação de quadrilha e cobrança de propina. A investigação realizada pelo Ministério Público e Corregedoria da Polícia Civil começou apurar o caso após receber uma denúncia de que os policiais pediam dinheiro para não dar continuidade à investigação contra um homem suspeito de estelionato.
Os policiais denunciados são Francisco Dias Lourenço, Paulo Rogério Oliveira Moraes, Odir da Silva Avalos, Hélio Martino de Oliveira Filho que chegaram a ser presos no dia 7 de julho, mas já estão em liberdade.
Eles foram afastados por 60 dias pela Corregedoria-geral de Polícia. Só o investigador Enoque Fernandes, preso em flagrante, continua atrás das grades. Os cinco policiais são suspeitos de cobrar R$ 700 e cinco rolos de arame como pagamento de propina para não prender um rapaz, ex presidiário que cumpriu pena por estelionato. A vítima também citou o nome do delegado que coordenava o Centro Integrado de Segurança e Cidadania do Verdão, onde os policias trabalhavam. Mas o envolvimento do delegado não foi comprovado. Mas o Ministério Público não descarta a possibilidade de pedir a prisão dos quatro policias que estão em liberdade.
De acordo com o Ministério Público, os delitos de concussão, crime praticado por servidor público que cobra vantagem indevida, e formação de quadrilha vinham sendo praticados desde 2003. A vantagem era cobrada de Abraão Fernandes Ribeiro e José Luiz da Silva. Abraão Ribeiro responde a ações penais pela prática de estelionato.
O Ministério Público afirma que os policiais suspeitos descobriram que Abraão respondia ações penais em 2003, quando ele foi preso. A partir dessa data os policiais teriam passado a cobrar vantagem para não preparar um flagrante contra Abraão.
Ainda segundo o Ministério Público, em março deste ano Abraão teve o veículo apreendido pelos policiais. Para ter o automóvel liberado ele teria sido obrigado a pagar R$ 3 mil, mas não chegou a entregar todo o dinheiro. Uma testemunha contou que foi ao Cisc Verdão com Abraão para retirar o carro.
Em junho deste ano, segundo consta na denúncia do Ministério Público, um dos policiais denunciados exigiu que Abraão abrisse uma conta bancária com documentos falsos no nome de uma terceira pessoa. Por intermédio dessa conta Abraão Ribeiro deveria providenciar a compra de material que seria utilizado na infra-estrutura das chácaras dos denunciados. Mas a administração da agência desconfiou do golpe e a operação fracassou.
Diante da situação, outros dois policiais que estão entre os denunciados realizaram a prisão de Abraão e José Luiz, que estava na companhia dele ainda no estacionamento do banco. Na delegacia os policiais teriam feito nova exigência, R$ 4 mil para não formalizar o flagrante por uso de documentos falsos. Após um acerto o valor caiu para R$ 2 mil. Houve até uma negociação por telefone entre o policial que estava na delegacia e outra pessoa de fora, que segundo o Ministério Público seria outro policial.
No dia seguinte Abraão foi até uma lanchonete na avenida Getúlio Vargas, onde entregou R$ 1 mil. A partir desse momento, Abraão passou a receber também ameaça de morte. Como a situação estava se agravando, Abraão e José Luiz teriam feito um novo pagamento de R$ 300.

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