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25/07/2008 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude faz boi mineiro ser vendido em SP sem pagamento de impostos


Criadores de gado de Minas Gerais e frigoríficos paulistas encontraram uma forma de burlar a fiscalização e sonegar impostos na divisa dos dois estados. A fraude inclui a emissão de notas fiscais e guias de trânsito animal irregulares.

A criação de gado é uma das principais atividades econômicas no Triângulo Mineiro. Mas é nos frigoríficos espalhados pelo interior de São Paulo que os animais são abatidos. Para não pagar os impostos na divisa, criadores da região encontraram uma rota de transporte alternativa.

Uma delas fica entre a cidade de Itapagipe, em Minas Gerais, e o município paulista de Paulo de Faria. A outra liga São Francisco de Sales a Riolândia. Caminhões carregados com gado saem da Rodovia Transbrasiliana, onde fica o posto fiscal, e percorrem um trecho de 40 quilômetros de estrada vicinal.

O caminho da sonegação tem 2 quilômetros. Em apenas 20 minutos de balsa, o gado é transportado de um estado a outro sem nota fiscal. As balsas têm capacidade para transportar cerca de mil animais diariamente. Quem mora perto do rio conhece o esquema.

Com uma câmera escondida, nossos produtores negociaram uma travessia com os balseiros.

“Agora mesmo eu passei dois caminhões para cá, ué”, diz um balseiro.

“Sem a nota?”, pergunta o produtor.

“Sem nota”, responde o balseiro.

Um pecuarista diz que guias de transporte animal e notas fiscais frias são usadas para que o gado possa circular pelas rodovias paulistas. ”A gente arruma muita nota. ‘Facinho’ você arruma nota”, disse o homem.

Uma funcionária do próprio Instituto Mineiro Agropecuário, responsável pela emissão da guia do transporte animal, chegou a ensinar a reportagem a obter, ilegalmente, a documentação necessária para a fraude.

“Você tem que achar um marreteiro aí. O marreteiro que costuma ter nota”, disse a funcionária. Marreteiros são integrantes do esquema responsáveis pela emissão de notas e guias.

A equipe de reportagem acertou com um deles a compra de uma nota por R$ 150, mais R$ 4 cobrados pela guia de transporte animal. Documentos verdadeiros preenchidos com dados fictícios. Em menos de 24 horas, a papelada é entregue.

A Polícia Federal recomendou que a nota fiscal e a guia de trânsito animal sejam entregues à Secretaria Estadual da Fazenda de Minas Gerais. O diretor do Instituto Mineiro Agropecuário disse que vai investigar o envolvimento de funcionários na fraude.

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