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20/07/2008 - SRZD Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

62% dos medicamentos vendidos na internet são falsos


Quem não recebe, quase todos os dias, e-mails indesejáveis - os chamados spam? De todas as mensagens de spam, uma entre quatro oferece medicamentos de farmácias virtuais. Cerca de 95% operam de forma ilegal e 62% dos medicamentos vendidos pela internet são falsos ou não cumprem com as normas de qualidade, reportou um informe da Aliança Européia de Acesso a Medicamentos Seguros (AEAMS).

O estudo analisou mais de 100 sites. "Apenas uma em cinco farmácias virtuais tem por trás um farmacêutico identificável", avisou Jim Thomson, presidente da AEAMS. "Todos os medicamento são entregues sem pedir receita, o que não apenas é ilegal, mas representa uma séria ameaça para a saúde pública", completou.

Muitos chegam ao destinatário sem caixa e até sem a bula. Nas análises, foram detectados produtos cuja composição química não correspondia com a de seu homólogo em farmácias reais. A pesquisa revelou ainda que alguns dos remédios possuem substâncias desconhecidas ou doses inadequadas - podendo ocorrer uma overdose. Por outro lado, se a dose for menor do que o necessário, também pode comprometer a saúde do paciente por não alcançar o efeito terapêutico esperado.

A maior parte da oferta online corresponde a medicamentos de "estilo de vida", para, por exemplo, disfunção erétil, perda de cabelo ou sobrepeso. Muitas pessoas preferem comprar pela internet para não serem obrigadas a expor seus problemas. Tanta a oferta como a demanda vêm aumentando - em 2005, 500.000 caixas de remédios falsificados foram interceptadas pela AEAMS. Em 2006, foram 2.7 milhões.

Para fidelizar o cliente, algumas farmácias virtuais enviam amostras grátis. Thomson citou como exemplo o envio de Plavix, remédio pra pacientes que sofreram com infarto de miocárdio ou infarto cerebral, junto com uma amostra de Viagra. "Dois medicamentos que não podem ser usados juntos", afirmou.

Entre outras recomendações, o relatório sugere que as ferramentas de busca mais populares, como Google, Yahoo e MSN, deveriam eliminar dos resultados as páginas que vendem medicamentos de forma fraudulenta. Thomsom pediu uma maior colaboração entre a polícia e os diferentes agentes que praticam as transações: "Deveriam avisar aos bancos, para que eles não possam cobrar, e as agências de Correio, para interceptar os pacotes enviados", concluiu.

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