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17/07/2008 - Gazeta do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vizinhos salvam vítima de cair no golpe do seqüestro

Por: Ricardo Düren


A atenção da vizinhança possivelmente evitou que mais uma pessoa caísse no golpe do seqüestro em Santa Cruz do Sul. Na noite desta terça-feira, os estelionatários ligaram para uma moradora do Bairro Dona Carlota e anunciaram ter raptado a filha dela. A mulher já se preparava para seguir a um caixa eletrônico quando foi abordada pelos vizinhos, os quais notaram o estado de pânico dela e logo desconfiaram. Um telefonema para a suposta seqüestrada confirmou que ela, na verdade, estava em segurança.

Se os criminosos tivessem obtido êxito, seria o segundo caso de golpe do seqüestro aplicado com sucesso em Santa Cruz desde o início da semana. Na segunda-feira, um morador do Bairro Várzea transferiu R$ 500,00 para a conta dos golpistas – aberta em nome de laranjas – imaginando estar pagando um resgate pela libertação da filha. Só depois conseguiu contatar a moça, a qual estava em casa e nem fazia idéia do ocorrido.

No mesmo período, outras quatro pessoas entraram em contato com a Gazeta relatando situações semelhantes, mas sem que tivessem acreditado nos bandidos. Todos contaram que, enquanto o falso seqüestrador falava, era possível ouvir choro e gritos de socorro ao fundo da ligação, como se fosse o filho ou filha de quem atendeu o telefone. Uma moradora do Centro desconfiou porque o suposto refém gritava pedindo pelo pai. “Acontece que sou viúva. Aproveitei para chamar o golpista de vagabundo e mandei ele procurar um trabalho honesto”, relatou.

Com o nome mantido em sigilo, a moradora da Dona Carlota conta ter recebido a ligação depois das 22 horas de terça. Os bandidos ficaram meia-hora dando orientações e fazendo ameaças, até que a vítima concordou em rumar para o banco. Só ontem ela se deu conta de que, se fosse até a agência, iria se deparar com caixas eletrônicos já desligados. “É possível que os bandidos fossem me segurar ao telefone e sem contato com minha família ao longo da madrugada, até os caixas reabrirem”, especula. Segundo ela, o criminosos exigiam R$ 50 mil.

Bandidos sondaram a família antes

O que mais apavorou a mãe procurada pelos golpistas na terça-feira foi o conhecimento que eles tinham a respeito de questões bastante pessoais da família. Os criminosos sabiam que o casal tinha terrenos em determinados pontos da cidade e até o valor do salário do pai da suposta seqüestrada. Assim, deram a impressão de ter obtido tais informações com a refém. “Isso me aterrorizou. Saí tão atormentada que possivelmente nem conseguiria chegar inteira ao banco”, desabafa a mãe.

Só no fim da tarde de ontem, em uma conversa em família, os pais descobriram a origem das informações. O filho mais novo, de 13 anos, lembrou de ter recebido há duas semanas o telefonema de um suposto funcionário de uma companhia telefônica. O desconhecido ofereceu um plano de telefonia e argumentou necessitar de dados a respeito dos ganhos e bens da família. Os detalhes acabaram sendo usados no golpe.

Em casos registrados anteriormente, os delinqüentes se passaram por bombeiros. Eles ligavam para as possíveis vítimas e afirmavam estar atendendo a um acidente. Depois, anunciavam acreditar que um dos acidentados seria parente de quem atendeu o telefone e, com tal argumento, faziam perguntas.

Mas o delegado Luciano Menezes, da Defrec, acredita que na maioria dos casos os estelionatários telefonam sem realizar levantamentos preliminares. “Eles deixam a vítima tão confusa, por meio de um jogo psicológico de palavras e ameaças, que transmitem a nítida impressão de conhecerem a intimidade do interlocutor.” Segundo Menezes, a dificuldade em identificar tais bandidos se deve ao emprego, nos golpes, de linhas de celulares pré-pagos, registradas com nomes falsos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Suspeita-se que presidiários destes estados sejam os autores do esquema.

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