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14/07/2008 - Extra Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bingo faturava R$ 7,2 bilhões

Por: Marco Antônio Martins e Vera Araújo


Análises de documentos apreendidos em escritórios e nos 29 bingos estourados durante a Operação Ouro de Tolo, em 2006, permitiram que o Ministério Público Federal chegasse hoje a um cálculo do lucro de um bingo de porte médio: R$ 7,2 bilhões. Isso é mais do que os R$ 5,19 bilhões que a Caixa Econômica Federal arrecadou em 2007 com os jogos da instituição, em todo o país (confira o especial sobre a nova face do jogo) . A Polícia Federal investiga se esses estabelecimentos eram usados para lavagem de dinheiro.

Um ex-tesoureiro do Bingo Madureira, que pertencia a empresários espanhóis ligados ao ramo de hotéis e restaurantes do Rio, contou em depoimento à Polícia Federal que as sofisticadas máquinas turbinadas que funcionam nos bingos, produzem, em média, R$ 3.500 diariamente (você é a favor da legalização do jogo?) .

Multiplicado pelos 6.250 equipamentos encontrados pelos policiais no Bingo Madureira, daria R$ 21,8 milhões num único dia, em um único bingo. Segundo os procuradores da República, o dinheiro investido para se abrir um bingo, apesar dos gastos exorbitantes por conta das luxuosas acomodações, é recuperado rapidamente, e o investidor logo passa a obter lucro.

Esse tipo de negócio, revela-se, de longe, o mais rentável do mercado financeiro nos últimos anos. A estimativa do Ministério Público Federal é de que o investimento nessa atividade ilícita gire em torno de R$ 120 milhões.

Desrespeito à lei

A rentabilidade dos bingos ainda era maior porque os seus proprietários não repassavam as quantias devidas às entidades desportivas, como determinava a Lei Pelé, em vigor na época.

O Bingo Madureira era vinculado à Federação de Dardos do Estado do Rio de Janeiro, que sequer tinha sede própria. O endereço era o do presidente da federação, numa rua nobre de Ipanema. Para os procuradores, há indícios de evasão fiscal.

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