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31/08/2006 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpista usa processo de 30 anos para tirar dinheiro de bauruense

Por: Lígia Ligabue


Mais um golpe está sendo aplicado na praça. Estelionatários, usando dados de uma empresa de títulos de capitalização da década de 70, estão procurando antigos investidores e, passando por funcionários da Justiça, solicitam o depósito de dinheiro, para entregar suposto ressarcimento financeiro.

A trama é complicada, mas esconde um dos golpes mais comuns. A pessoa faz um depósito para ter acesso a um benefício e o estelionatário desaparece. Dessa vez, o público-alvo são investidores de um fundo da década de 70, que faliu. Criminosos tiveram acesso aos dados cadastrais dessa empresa e hoje aplicam o golpe nos antigos mutuários.

Em 2002, um médico de Bauru – que pediu para ter o nome preservado –foi vítima dos estelionatários. Ele resgatou o seu investimento em 1985, mas deixou algum resíduo. Naquele ano, recebeu uma carta informando que uma ação movida na Justiça contra a empresa tinha sido finalizada e os mutuários teriam direito a indenização. O médico receberia um benefício de R$ 28 mil, mas deveria fazer um depósito de 10% desse valor para poder resgatar o dinheiro.

Ele efetuou o pagamento e logo recebeu um comprovante do depósito do valor comunicado em sua conta. Poucos dias depois, foi procurado mais uma vez, agora sobre o dinheiro que seus filhos teriam direto. Dessa vez, o benefício seria de R$ 86 mil. Ele pagou os 10% sobre esse valor e ficou esperando o dinheiro. Dias depois, o cheque de R$ 28 mil que havia sido creditado em sua conta, voltou. Era roubado. O prejuízo foi de R$ 10 mil.

Ontem, ele recebeu novamente uma carta parecida com a de quatro anos atrás. Imediatamente procurou a Polícia Civil.

Na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o médico telefonou para o número indicado e no outro lado da linha, a atendente confirmou a história. Ele teria dinheiro a receber, desde que fizesse um depósito. Para não levantar suspeitas, a conversa foi breve.

“Provavelmente o número está registrado em um lugar, mas a chamada é atendida em outro. Ou por uma extensão telefônica, ou por um redirecionador de chamadas”, observa o delegado Ricardo Silva Dias. Para evitar em golpes como esse, o delgado alerta que fóruns não enviam correspondência sobre processos - o serviço é feito através de um oficial de Justiça. Outro conselho é checar as informações e nunca efetuar nenhum depósito para receber benefícios vindos de ações judiciais.

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