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14/07/2008 - Correio da Bahia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Circulação de notas falsas cresce 151% na Bahia

Por: Graciela Alvarez


Você costuma conferir se o dinheiro que você recebe é, de fato, verdadeiro? Se é um dos milhares de brasileiros que não se ligam nisso, cuidado, pois o volume de cédulas falsas em circulação no país vem crescendo a cada ano. Na Bahia, a maior movimentação destas notas está nos supermercados, nas feiras livres e nos centros de abastecimento, a exemplo da Ceasa. Segundo o Banco Central (BC), nos últimos quatros anos, o crescimento no número de notas falsas apreendidas na Bahia foi de 151%, passando de 13.164, em 2004, para 33.014, em 2007. Em valores, esse número pulou de R$394,7 mil para R$1,3 milhão, um incremento de 236%. Somente nos cinco primeiros meses de 2008, a quantidade de dinheiro sem valor retirado do mercado baiano foi de 11.872 cédulas, totalizando R$493 mil. Entre as campeãs de clonagem estão as notas de R$10 e R$50.

Os dados registrados no estado são bem maiores que a média nacional. De acordo com o BC, de 2004 a 2007, houve uma majoração de 35% no volume de notas apreendidas e 53% em termos de valores, em todo o país, e as cédulas mais falsificadas também são as de R$50 e R$10. De janeiro a maio deste ano, a Bahia é o quinto estado do Brasil que mais apreendeu cédulas sem valor, perdendo apenas para São Paulo, com 61.613 notas falsas recolhidas, seguido do Rio de Janeiro (15.073), Minas Gerais (14.382) e Paraná (12.265).

Segundo o BC, no acumulado de 2008, até maio, das 165.774 cédulas falsificadas retiradas de circulação no país, 66,3% ou 109.919 eram notas de R$50 e 10,84% ou 17.972 eram notas de R$10. Na Bahia, das 11.872 notas sem valor apreendidas, 74,02% ou 8.788 eram cédulas de R$50 e 10,75% ou 1.277 eram cédulas de R$10.

Comércio aposta no cartão

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), Antonie Youssef Tawil, afirma que a quantidade de notas falsificadas no comércio varejista baiano vem crescendo a cada ano, porém essa majoração é mais comum em alguns setores, como nos supermercados e nas feiras. “No varejo tradicional, a exemplo do ramo de eletrodomésticos e de móveis, também é visível esse crescimento no volume de dinheiro falsificado, mas em quantidade bem menor. Afinal, cerca de 85% das vendas do comércio hoje são feitas com cartão de crédito, 10% com cheque ou crediário e menos de 10% com dinheiro vivo”, declara ele.

A proprietária da Fazendinha Delícias da Terra, um boxe de produtos caseiros que fica na Ceasa do Rio Vermelho, Luzinalva Silva, afirma que já foi vítima algumas vezes. “Nas vésperas do São João recebi uma nota de R$50 falsa, mas só me dei conta que ela não valia nada quando fui fechar o caixa”, revela, complementando que se recorda bem do cliente, que comprou R$8 de requeijão e levou R$42 de troco, com notas verdadeiras. Segundo ela, os feirantes estão mais expostos a receber uma cédula falsificada, pois praticamente só trabalham com dinheiro. “Aqui quando algum feirante percebe que está rolando nota falsa, sai avisando aos outros colegas”, diz, acrescentando que a mais comum é a de R$10.

Quem recebe nota falsa e não percebe a fraude, fica no prejuízo, pois não existe a possibilidade de ressarcimento do valor. O gerente de compras da Panificadora e Mercearia Costa, Valdo Nunes Costa Júnior, sabe bem o que é isso. Ele conta que na semana passada uma caixa do estabelecimento recebeu uma nota de R$20 falsificada. “Só percebemos na hora de contar o dinheiro para depositar no banco. Embora a cédula fosse muito parecida com uma verdadeira, ela tinha uma textura diferente”, diz. Quanto à majoração no volume de cédulas sem valor em circulação no estado, ele diz que esse aumento varia de forma sazonal. “Acredito que cada semana eles escolhem um bairro para passar as notas falsas, deve ser uma estratégia da própria quadrilha”, completa.

Perguntas freqüentes

1. Quem recebe uma nota falsa deve assumir o prejuízo?
Repassar cédulas falsificadas intencionalmente é crime de estelionato, que tem pena de seis meses a até dois anos de prisão.

2. Qual a penalidade para quem fábrica dinheiro falso?
Guardar ou vender cédulas falsas é considerado crime e pode resultar em uma condenação entre três e 12 anos de reclusão.

3. As notas falsas são trocadas pelo Banco Central (BC) ou pelo governo?
O BC apenas examina se elas são verdadeiras ou não. O dinheiro suspeito pode ser apresentado, para exame, diretamente no BC ou por intermédio dos bancos.

4. Caso eu receba uma nota suspeita de um terminal de auto-atendimento ou de caixa eletrônico, o que devo fazer?
Primeiro, retire um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e solicite providências do gerente da agência. Se não obtiver solução satisfatória procure uma delegacia policial mais próxima para registrar uma possível ocorrência. Agora, se isso ocorrer fora de uma agência ou do horário do expediente bancário, retire um extrato que comprove o saque e procure uma delegacia mais próxima para registrar uma ocorrência. Na primeira oportunidade, dirija-se ao gerente de sua agência bancária para pedir providências.

5. Se eu receber uma cédula falsa numa transação do dia-a-dia, o que faço?
Caso tentem lhe passar uma cédula ou moeda que, após observação dos elementos de segurança e/ou comparação com uma cédula legítima, apresente sinais evidentes de que pode se tratar de uma falsificação, é um direito do cidadão recusar o recebimento da mesma. É fundamental sempre recomendar ao dono da nota suspeita que procure uma agência bancária ou uma representação do Banco Central para solicitar o exame da referida nota.

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