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12/07/2008 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mulheres entram com documento falso

Por: Adilson Rosa


A prostituição nos presídios da Capital corre solta e a polícia não tem como evitar. Como se não bastasse, são comuns os casos de mulheres que se cadastram como parente de presos, mas entram para fazer programa com três ou quatro, além de adolescentes que usam nomes falsos para fazer o mesmo. Uma média de oito garotas, entre 15 e 17 anos, é detida semanalmente na entrada dos presídios da Capital – Penitenciária Central (antiga Pascoal Ramos) e Cadeia do Carumbé.

Esse número pode ser o dobro ou até o triplo, pois apenas uma pequena quantidade de meninas é flagrada usando documento falso para driblar o sistema de segurança – a lei não permite que adolescentes façam visitas íntimas sem a autorização dos pais.

Na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) da Capital, as adolescentes alegam que vão visitar os namorados e negam que tenham sido contratadas por alguém. Só confirmam que “alguém” forneceu o documento para elas.

“Todas as menores que são flagradas nos presídios não alteram a idade. Elas usam documentos falsos, pois é proibida a entrada de menor desacompanhada nas visitas aos detentos”, esclareceu o chefe de operações da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) policial civil Wlademire Lima Barros.

As alegações mais comuns enumeradas pelas garotas são duas – que estão acompanhando alguma amiga ou são namoradas do preso cujo nome aparece na carteira de visitas expedida pela Superintendência do Sistema Prisional. “Elas nunca admitem que estão se prostituindo”, lembrou um policial de plantão na Delegacia do Complexo do Coxipó.

No entendimento do comandante do Batalhão de Policiamento de Guardas (BPGuardas) major Maurício Domingues, não existe um esquema organizado para aliciar prostitutas. “Existem casos isolados que juntando daria um grande número (de prostitutas) incluindo as adolescentes. Infelizmente, elas entram com a carteira de visitante e não há como proibir”.

O oficial da PM lembra que existem suspeitas de que algumas estejam a serviço de um grupo maior, pois num dos casos, uma adolescente que tentou entrar na Penitenciária Central do Estado estava com o número do telefone do advogado, caso fosse detida.

Uma das dificuldades para identificar a prostituição está no fato dos encontros íntimos serem invioláveis. O sistema de monitoramento interno do Presídio Central não filma as visitas íntimas. Com isso, não há como saber o que acontece a quatro paredes.

Em média, são 450 visitas nos presídios e 80% delas são mulheres. Embora os policiais saibam que algumas mulheres – incluindo adolescentes – entrem nas unidades prisionais para se prostituírem, não há como comprovar a suspeita.

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