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03/09/2006 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A criminalidade tem explicação?

Por: Adilson Camargo


O que leva uma pessoa, seja pobre ou rica, branca, negra ou parda, a se tornar criminosa? A inclinação para o mal nasce com o indivíduo ou ele adquire isso durante a vida? O médico italiano Cesare Lombroso acreditava no criminoso nato e incorrigível. Daí nasceu a teoria lombrosiana, segundo a qual pela análise de determinadas características físicas era possível antever aqueles indivíduos que se voltariam para o crime.

Mas há quem acredite que o fator determinante sejam os traços de personalidade de cada um. Outros acham que o meio social em que vive a pessoa é o que vai ditar a conduta dela no meio da sociedade. Mas como explicar que uma menina “bem nascida”, como Suzane von Richthofen, 22 anos, tenha planejado o assassinato dos próprios pais?

E o “boa pinta” Francisco de Assis Pereira, o motoboy que estuprava e matava mulheres entre 18 e 24 anos no Parque do Estado, em São Paulo? Ele atraía as vítimas com a falsa promessa de torná-las modelos. Ficou conhecido como o “maníaco do parque” e foi preso em 1998.

Ou mesmo o bauruense José Henrique Queiroz, 36 anos, preso no final de semana passado acusado de atacar mulheres no Jardim Pagani e Jardim Colina. Depois de rendê-las, ele amarrava e despia as vítimas para roubar objetos dentro da casa.

Será um desvio de personalidade? Para a psicóloga judiciária Jane Rossana de Campos, a criminalidade tem múltiplos fatores, o que torna difícil a tarefa de identificar o que mais pesou na hora da pessoa se transformar em uma criminosa. Segundo ela, bandido não tem cara. Por isso, a tese lombrosiana não encontra respaldo na psicologia.

O sociólogo Murilo César Soares também afirma que não é possível identificar criminosos levando em consideração apenas os aspectos físicos. Segundo ele, a sociologia procura fatores de natureza social para explicar a criminalidade, como a exclusão, falta de oportunidades, desestruturação familiar, abandono pelo Estado e a crise dos valores, entre outros.

“O criminoso não nasce pronto. Ele é resultado da sua trajetória na sociedade”, afirma. De acordo com o sociólogo, a redução da criminalidade passa necessariamente pela criação de melhores oportunidades educacionais às crianças e por mais emprego como formas de inclusão social.

Alguns especialistas, no entanto, acreditam que as razões para a predisposição ao crime sejam físicas. O médico Adrian Raine, professor de psicologia da Universidade do Sul da Califórnia, por exemplo, pesquisou 21 assassinos e descobriu que todos eles apresentavam um defeito semelhante no cérebro: uma quantidade reduzida de massa cinzenta no lobo pré-frontal.

Questão de inteligência

Para o médico legista Ivan Segura, os crimes têm relação direta com o quociente de inteligência (QI) de quem o pratica. “Normalmente, os crimes mais brutais estão associados às pessoas com QI mais baixo. O estelionatário típico, por exemplo, tem QI mais alto”, afirma.

Na opinião dele, a teoria lombrosiana não avançou na tentativa de identificar o perfil do criminoso nato porque não tem nenhum fundamento científico. “Não podemos associar o feio ao malvado ou crer que uma pessoa bonita não possa ser criminosa”, defende.

Segundo o médico, atualmente, a criminalidade está associada mais ao aspecto social do que a qualquer outra coisa.

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