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11/07/2008 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Roubavam cheques e alteravam os valores

Por: Isaltina Padrão e Sara Matos


Furtavam correspondência depositada em marcos de correio situados em zonas comerciais do País, apropriando-se dos cheques enviados por esta via. Durante aproximadamente um ano, esta foi a principal actividade de 14 indivíduos - 12 homens e duas mulheres - entre os 30 e os 40 anos, que a Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa deteve em flagrante delito na terça-feira. Foi ainda detido outro homem por desobediência à autoridade e por ter ferido um inspector. Em 20 buscas domiciliárias na Grande Lisboa foram apreendidos 50 cheques no valor de 30 mil euros.

Na posse dos cheques, os arguidos falsificavam os respectivos endossos e procediam ao seu levantamento. "Eles levavam toda a correspondência. Escolhiam os envelopes que tinham cheques e, em muitos casos, alteravam os montantes para valores superiores", disse fonte da PJ.

De acordo com o mesmo responsável, desconhecem-se quantos marcos do correio foram assaltados, já que em diversas situações foi usada uma chave falsa. Uma coisa é certa: "Através de arrombamento foram assaltados quase dois mil marcos no País. Destes, 780 foram em Lisboa."

Nesta operação, que as autoridades designaram de "Cheque Mate", os criminosos - residentes na Linha de Sintra, nomeadamente no Cacém e em Massamá - acabaram por ser detidos pela prática de furto, falsificação de documentos, burla e branqueamento de capitais.

Os assaltos aos marcos de correio foram praticados sobretudo em zonas comerciais localizadas nos arredores do Porto, em Oeiras, Cascais e em Lisboa (Benfica e na Baixa ). "Era nas zonas de comércio que estes indivíduos viam maiores hipóteses de encontrar envelopes com cheques, apesar de os próprios CTT desaconselharem o enviou de cheques por esta via (ver peça em baixo)", refere a fonte da PJ.

A operação, cujas investigações começaram há oito meses, culminou ainda com a apreensão de oito automóveis, uma moto de alta cilindrada com matrícula estrangeira, 34 telemóveis, oito LCD, diverso material de hi-fi, mobiliário de alta qualidade, roupa de marcas conhecidas e peças em ouro. "Supõe-se que este material apreendido, e do qual os arguidos usufruíam, tenha sido obtido através da movimentação dos montantes destes cheques", sublinhou a fonte da Judiciária.

As autoridades apreenderam ainda diverso material usado nas falsificações, nomeadamente 12 computadores, nove impressoras, três máquinas de escrever, várias resmas de papel de cores correspondentes às de certos documentos autênticos, um cunho de selo branco e carimbos. Das apreensões constam ainda documentos falsificados e outros com o processo de "emissão" em curso.

Foi ainda apreendido dinheiro em moeda estrangeira e euros (40 mil). Durante a investigação apurou-se que o valor dos cheques depositados pelos arguidos é, até à data, superior a 471 mil euros, tendo sido possível "congelar" cerca de 300 mil, evitando que os arguidos entrassem na posse deste valor.

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