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03/07/2008 - Jornal Pequeno Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-empregado dá detalhes de supostas fraudes fiscal e trabalhista do grupo FC Oliveira


O empresário Francisco Carlos Oliveira, mais conhecido como Chiquinho Oliveira (grupo FC Oliveira), dono da marca de produtos de limpeza e higiene Econômico, está sendo acusado de sonegação de ICMS e de assinar carteiras de trabalho de boa parte dos seus mil empregados com baixos salários para fraudar a Previdência Social, o que já provocou uma operação da Polícia Federal, na semana retrasada, nos escritórios da empresa, em Codó, quando foram apreendidos computadores e documentos. O ex-empregado Evaldo Silva, autor das denúncias contra Oliveira, calcula que a fraude seria milionária, uma vez que o Grupo tem 26 anos de fundação e se diz também ameaçado de morte.

Evaldo Silva se queixa de ter enfrentado um verdadeiro calvário. Disse que foi empregado por quase 15 anos do Grupo FC Oliveira, e que seus problemas começaram quando ele resolveu exigir a sua regularização trabalhista. Evaldo, cuja última função no grupo foi de analista de custo, afirmou que havia solicitado ao dono da empresa que o salário que realmente ganhava, R$ 5,7 mil/mês, fosse efetivado na carteira de trabalho, no lugar dos minguados R$ 400 reais que estavam lá. O ex-empregado relata que a princípio Chiquinho mostrou aparente disposição de que iria atender ao pedido, mas, feitos os cálculos, viu que os quase 15 anos de trabalho de Evaldo ao grupo, que tem 26 anos de fundação, resultariam numa grande indenização, e se abrisse a mão para um funcionário, os demais servidores iriam querer o mesmo.

Evaldo Silva foi antes auxiliar de escritório e trabalhou no setor de contabilidade até chegar ao posto de confiança que lhe permitia fazer o fechamento das folhas de pagamento das empregas do Grupo e os cálculos dos preços dos produtos comercializados. Conhece profundamente o funcionamento das empresas. Além da fábrica de produtos de limpeza e higiene, o Grupo FC Oliveira tem a FC Motos, de revenda de motos Yamaha; a Fazenda Abelha e uma distribuidora de gás butano. “Vários funcionários estão nesta situação de receber salários numa folha paralela. Todo primeiro escalão dos cerca de mil empregados do Grupo recebia um valor muito inferior em carteira, só escapam os funcionários que ganham de um a dois salários mínimos”, garante Evaldo.

De acordo com Evaldo, o Grupo FC Oliveira pagava também o que queria de ICMS, uma vez que apresentava um faturamento menor ao Fisco Estadual. Diz também que o posto de combustível que funciona junto à revendedora de motos nunca foi regularizado junto à Agência Nacional de Petróleo (ANP). Além disso, a financeira de propriedade dos sócios da FC Moto “nunca também foi regularizada junto ao Banco Central, desde 2001”. Segundo o ex-empregado, Chiquinho Oliveira orientava que fosse feita a montagem da folha de pessoal e o que devia ser apresentado como faturamento fictício para pagar menos ICMS.

Após o pedido de regularização da situação trabalhista, o empresário, segundo Evaldo Silva, resolveu contra-atacar. “Como contra-ofensiva mandou fazer auditoria no setor de cobrança da FC Motos, por uma pessoa não qualificada e funcionário da confiança dele. O empregado era o programador de sistema, que tinha conhecimento para manipular o programa e balancetes de acordo com os interesses da FC Oliveira. Após apresentar um relatório mostrando que teria acontecido desvio de recursos, registrou boletim de ocorrência e forçou a minha prisão por 15 dias, de primeiro de fevereiro ao dia 15 de fevereiro deste ano. Foram os piores dias da minha vida, fui humilhado na minha própria cidade, perante os meus vizinhos e amigos. Passei 15 dias presos sem ser ouvido pelo juiz”, relata.

Diante da prisão, o ex-empregado conta que os seus advogados conseguiram que o Tribunal de Justiça o colocasse em liberdade porque, segundo ele, estava sendo pressionado a assumir o desfalque que supostamente existiria na FC Motos e por haver divulgado o caso em parte da imprensa codoense.

Ameaça e indenização trabalhista – Autor da denúncia contra o Grupo FC Oliveira, Evaldo Silva se diz ameaçado de morte, através de recados e telefonemas, tanto que a todo o momento se mostra assustado com o barulho de qualquer carro que passa em frente à sua casa. Não aceita nem ser fotografado “Quando pedi a regularização da minha situação, pensando apenas na minha própria aposentadoria, uma vez que já não tinha como justificar o meu patrimônio perante o Fisco, começou o meu calvário. Fui acusado de apropriação indébita e preso injustamente”, acusa.

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