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03/07/2008 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Torcedores são vítimas de golpe


A bancária Virgínia Prieto, de 50 anos, passou por um drama nesta quarta-feira, no Maracanã. Com os cinco filhos e o marido, ela viajou 15 horas de carro (saiu de Brasília) para ver o Fluminense em ação na decisão da Copa Libertadores da América, contra a LDU, e foi barrada no portão do estádio.

O motivo: foi vítima do golpe dos ingressos falsos. A polícia estima que mais de 4 mil convites falsificados foram vendidos para a histórica final. "Comprei os ingressos numa empresa de viagem e ainda vou parar na delegacia (que funciona dentro do estádio). É o fim da picada”, declarou Virgínia, com os olhos cheios de lágrimas. Seus filhos também choraram bastante, inconformados com a situação. “Isso não existe”, desabafou.

O mesmo transtorno aconteceu com 30 curitibanos, que pagaram R$ 160 cada ingresso falso e foram impedidos de entrar no Maracanã. Em outro caso, o estudante Omar Ferreira, de 24 anos, estava desolado. Disse ter comprado por R$ 80 seu convite na sede do Fluminense, nas Laranjeiras, viu seus cinco familiares passarem pela roleta, mas ele foi barrado. "Voltarei para casa. Não vou dar dinheiro para cambista”, afirmou, demonstrando indignação.

Pensamento semelhante tinha o contador Cláudio Pitanga, de 43 anos. "Não sabia que o ingresso era falso. Não cometi nenhum crime”, disse ele, enquanto aguardava na delegacia para registrar queixa. "Não sei se estarei vivo para ter uma oportunidade como essa, de ver o Fluminense numa final de Libertadores”, concluiu.
Um inspetor da Delegacia de Defraudações, que pediu anonimato, admitiu que é difícil acabar com a ação dos cambistas, pois eles “estão espalhados pelas ruas adjacentes ao Maracanã e só agem na hora certa”. “A gente pede para o povo não comprar com esses caras, mas não adianta”.

Próximo do começo do jogo, a polícia teve muito trabalho. Chegou a trancar o portão de entrada para as cadeiras azuis, lotadas por causa do grande número de deficientes físicos e crianças, que têm direito à gratuidade. Quem comprou ingresso para o local chiou, forçou a entrada e a polícia teve de ceder, para evitar confusão.

Boa parte da torcida desaprovou a medida tomada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que proibiu a venda de bebida alcoólica no estádio no jogo desta quarta. Tal procedimento não foi adotado nas partidas anteriores do Fluminense pela Libertadores.
"Isso é uma bobagem”, destacou o analista de sistema Fábio Franco, de 40 anos, enquanto bebia sua cerveja num bar perto do Maracanã.

Nota - Um torcedor morreu, vítima de enfarte, durante um tumulto numa rampa que liga o metrô ao Maracanã.

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