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27/08/2006 - O Liberal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Consumidor é enganado por golpista


Alerta - Para evitar golpes, o melhor é se informar antes de fechar qualquer negócio

Financiamento sem juros a perder de vista e sem consulta ao Serviço e Proteção ao Crédito (SPC). Vagas de emprego que prometem altos salários com apenas poucas horas de dedicação diária sem sair de casa. Prêmio anunciado por telefone sem que você tivesse se inscrito em qualquer sorteio. Diante de tanta facilidade, muitos sucumbem e engrossam as estatísticas de vítimas dos golpistas de plantão. Para os especialistas, a dica é mesma que as nossas avós já diziam: 'Quando a esmola é muita, o santo desconfia'.

Só neste ano, já chegaram ao Ministério Público do Estado (MPE) do Pará mais de 200 casos de pessoas que usaram todo tipo de artifício para arrancar dinheiro dos consumidores. O caso mais recente impressionou a Polícia pela ousadia e precisão do golpe. Cerca de 300 pessoas foram atraídas pela propaganda via rádio da Incorporadora Styllus que prometia dinheiro para a compra e reforma da casa própria com taxas de juros bem abaixo às praticadas pelo mercado. A promessa era de que o dinheiro seria liberado sem consulta ao SPC. Mas, antes de receber o crédito, era necessário pagar uma taxa para as despesas com cartório e foi aí que a empresa conseguiu arrancar, de acordo com cálculos da Polícia, mais de R$ 300 mil.

O volume se torna mais significativo quando se conhece as vítimas do golpe. Pessoas como a dona-de-casa Hellen Soares Santos, que juntou as economias do marido, um vendedor que tem salário mensal de R$ 600, para pagar a prestação inicial de R$ 400 e, no final de tudo, viu o dinheiro desaparecer. Isso sem contar que, junto com as economias do marido, foi embora também a esperança de conseguir comprar uma casa com prestações mensais de apenas R$ 100.

A Styllus tem registro na Junta Comercial do Pará (Jucepa) e funcionava num prédio de escritórios no Centro de Belém. As irregularidades começaram a aparecer há cerca de duas semanas, quando os clientes pressionaram a empresa para garantir a liberação do financiamento prometido. O escritório foi fechado e as duas responsáveis - que se apresentaram como Sheila Braymer de Lucena e Lucy Lopes - desapareceram sem deixar rastros. A Polícia acredita que elas usaram nomes falsos e que podem fazer parte de uma quadrilha interestadual especializada em abrir empresas pelo País para apenas para dar esse tipo de golpe. A Polícia do Pará vai pedir ajuda dos Estados vizinhos, mas mesmo que os responsáveis pelo golpe sejam presos são remotas as chances das vítimas conseguirem o dinheiro de volta.

Procurador afirma que é necessário acionar o 'desconfiômetro'

Policiais e especialistas ouvidos por O LIBERAL admitem que é muito difícil conseguir de volta o dinheiro perdido em golpes. Por isso, o melhor remédio também nesse caso é sempre a prevenção. 'O ideal é tomar cuidado antes de fechar qualquer negócio', orienta a diretora do Grupo Executivo de Proteção ao Consumidor (Procon) do Pará, Eliana Uchôa. Para isso, uma boa receita é pedir o máximo possível de informações sobre a empresa. Vale ouvir dicas de amigos e vizinhos, mas também é bom ir ao Procon, Ministério Público do Estado (MPE) e Polícia. 'O Procon tem acesso a informações sobre empresas que prestam maus serviços e é uma boa fonte de consulta', destaca a diretora.

O procurador de Justiça Criminal do MPE, Hezedequias Mesquita, concorda que a melhor maneira de se evitar um golpe é acionar o 'desconfiômetro'. A lista de golpes é grande e vai desde a empresas que recebem por um produto e não entregam a modalidades mais elaboradas como usar dados bancários para fazer saques em contas de terceiros.

O termo estelionato vem da palavra stellio que identifica um lagarto com grande poder de mutação. Essa é justamente a principal característica dos golpistas. Eles encontram na falta de informação e nas dificuldades que as classes mais baixas têm para serem incluídas nas linhas de financiamento o terreno fértil para seus golpes. 'É um crime muito difícil de elaborar a denúncia e difícil de comprovar', diz o promotor, ressaltando que faz parte do ardil dos estelionatários criar dificuldades para que as pessoas se documentem e consigam provar o crime. Em geral, as facilidades são tantas que as vítimas se sentem até constrangidas em ficar pedindo documentos que comprovem o negócio.

O delegado José Alves que investiga o caso Styllus diz que as maiores vítimas dos golpes costumam ser as mulheres mais idosas. Um golpe comum, diz ele, é o de pessoas que se passam por funcionários dos bancos e oferecem ajuda para saques. 'Quando devolvem o cartão, ele já foi trocado e o golpista, que já conhece a senha, tira todo o dinheiro da conta na primeira oportunidade', frisa o delegado.

ORIENTAÇÕES
FIQUE DE OLHO!

Veja o que fazer para não ser vítima dos golpistas que andam por aí:

Antes de assinar contratos e pagar valores, peça informações sobre a empresa no Procon e no Ministério Público do Estado (MPE).


Em hipótese alguma passe seus dados como Cadastro de Pessoa Física (CPF) pelo telefone ou por e-mail (correio eletrônico).


Desconfie do excesso de facilidades como empréstimos sem juros e sem consultas aos serviços de proteção ao crédito.


Desconfie também do oferecimento de prêmios, mesmo que venham de grandes empresas. Na dúvida, telefone para o serviço de atendimento ao cliente da empresa e consulte se a promoção existe de fato.

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