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30/06/2008 - Tribuna do Norte Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mais vítimas de quadrilha internacional de estelionatários depõem em Curitiba


Empresários de Teresina (PI), Florianópolis (SC) e São Paulo ligaram para a Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC) alegando ter sido vítimas da quadrilha de estelionatários presa na semana passada por policiais do Paraná. De acordo com a delegacia, os golpes aplicados a estas novas vítimas devem somar mais de R$ 7,5 milhões. O grupo tinha ramificações na Europa e outros países da América Latina.

“O aparecimento de novas vítimas é muito importante para dar força às investigações e à conclusão do inquérito. A partir delas também podemos identificar, mais integrantes da quadrilha”, disse o delegado Vinicius Augustus de Carvalho, da Delegacia de Estelionato.

De acordo com ele, mais um nome surgiu após a divulgação do caso na imprensa. “Descobrimos que Juan Carlos Arguello se faz passar por um espanhol e atende as vítimas brasileiras na Espanha, mas na verdade ele é paraguaio. Agora, estamos a sua procura”, contou o delegado. A polícia também descobriu que Neder Ataia, preso em 24 de junho, pela polícia de São Paulo, por tráfico de drogas e que também está envolvido com a quadrilha, está usando nome falso. Ele é natural do Líbano e entrou ilegalmente no Brasil.

“O esquema é muito grande e deve ter envolvido inúmeros empresários brasileiros, que ainda não apareceram para prestar queixa. Cada vítima que aparece traz novidades, que ajudam a elucidar o caso”, complementou o delegado.

Duas vítimas paulistas, uma de Campinas e outra de Ribeirão do Sul, já prestaram queixa na delegacia, em Curitiba. Cada uma delas teve prejuízo de R$ 800 mil. Mais uma vítima da capital de São Paulo informou que teve um prejuízo de R$ 2,5 milhões. “Ela deve vir nos próximos dias para Curitiba prestar queixa. Uma fundação de Terezina (PI) também ligou, alegando que estaria há dois anos em negociação com a quadrilha e que já teria contabilizado prejuízo de R$ 2 milhões”, acrescentou Carvalho.

Em Florianópolis, um advogado que diz representar várias vítimas também informou que, os golpes passam de R$ 1,5 milhão contra os empresários locais. “Depois de ouvir as vítimas e levantarmos informações sobre os presos, vamos fazer um pedido à Justiça, para bloquear todos os bens dos envolvidos na quadrilha, assim como a quebra de sigilo bancário”, concluiu Carvalho.

OPERAÇÃO – A ação que desmantelou toda a quadrilha foi deflagrada quinta-feira (26) da semana passada, por policiais paranaenses em Curitiba (PR), Balneário Camboriú (SC), Brasília (DF), Matinhos (PR), Apuracana (PR) e Foz do Iguaçu (PR). Quatorze pessoas foram presas. A polícia apreendeu quatro veículos importados, entre eles uma BMW, um Peugeot, uma Frontier, um Audi e um Mercedes-Benz, 18 títulos do Banco Central da Venezuela, avaliados em R$ 25 milhões cada um, dois títulos falsificados da Petrobrás, cartões de crédito, talões de cheques, vários computadores e notebooks.

No golpe, os quadrilheiros se intitulavam pertencentes a uma instituição financeira internacional (fictícia) e que estariam interessados em investir no Brasil buscando parceiros. O bando oferecia a captação de recursos com taxas de juros bem abaixo dos praticados no Brasil. O empresário ia até Madri (Espanha), onde conhecia a sede da falsa instituição financeira. Tinha contato com o agente financeiro, recebia o contrato que seria assinado e tomava conhecimento das taxas de juros que seriam aplicadas.

Para que o empréstimo fosse firmado, os golpistas diziam que era necessário que fornecesse bens como garantia, tais como terrenos, casas, apartamentos, carros. “No entanto, como o suposto empréstimo geralmente passava de um milhão de reais, eles diziam que os bens não eram suficientes e apresentavam um seguro que deveria ser pago para que o contrato fosse realizado”, revelou. O empresário depositava em contas de integrantes da quadrilha ou em nome das empresas de fachadas, tais como Place Administradora e Incorporadora Ltda., Frigocenter Comércio de Gêneros Alimentícios Ltda. e Suporte - Apoio em Licitações e Projetos Empresariais Ltda. Posteriormente desapareciam com o dinheiro do seguro.

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