Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

30/06/2008 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Na cadeia, foi acusada de trapacear no carteado

Por: Valdir Sanches


Quando estava em regime fechado, no presídio de Aparecida de Goiânia, Vilma Martins Costa envolveu-se em problemas. Foi acusada de comandar uma banca de carteado e trocar cigarros e cartões telefônicos por regalias. As presas a acusaram de trapaça no jogo, porque ela sempre ganhava. Desentendeu-se com algumas das detentas e foi agredida por uma delas.

A diretoria do presídio mandou vistoriar a cela de Vilma e, lá, os agentes penitenciários encontraram um pedaço de ferro com ponta, e uma agulha de crochê afiada. Ela admitiu que os objetos eram dela, e os mantinha para se defender em caso de agressão.

Um fato que incomodava as presas é que Vilma usava cadeira de rodas para sair do presídio - embora, lá dentro, caminhasse bem. Na audiência no Fórum, no dia 20, ela se apresentou com sua cadeira de rodas. Não um modelo hospitalar, mas uma peça toda de ferro, com pequenas rodas nos pés. Não quis falar com os jornalistas, como de resto não abriu a boca.

Em 2005, quando passou para o semi-aberto, Vilma disse que era dona de uma confecção de roupas num lugar afastado do centro, o Recreio Samambaia. O que existe na gleba 38 da Avenida Samambaia - uma rua de terra - é a chácara de Vilma, com piscina e área bem gramada, além de uma casa de campo e dependências externas. O caseiro, Vando Lima dos Santos, diz que às vezes a patroa “fica com a família numa boa, assa uma carne”. Ela bebe? “Estava tomando bastante cerveja, mas depois não tomou mais.”

Vando trabalha na chácara há 11 meses. Diz que o salário mínimo que recebe como pagamento está atrasado. Foi fazer serviço em outra chácara e Vilma não gostou. No dia 19, véspera da audiência no Fórum, ligou e o despediu. “Me deu prazo até o dia 6 de julho para ir embora”, contou o caseiro.

O juiz substituto da Vara das Execuções Penais de Goiânia, Eder Jorge, disse aos jornalistas, não contar com um sistema eficaz de monitoramento para fiscalizar presos em liberdade condicional. Ele acha que a solução é o uso, por aquelas pessoas, de pulseira ou tornozeleira eletrônica controlada por satélite - medida já aprovada no plenário da Câmara dos Deputados. Se o projeto virar lei, Vilma terá um adorno a mais para usar, até 16 de fevereiro de 2019. É nesse dia que termina sua pena.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 342 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal