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28/08/2006 - O Estado de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF prende ex-dono da Avestruz Masters


Goiânia, 28 - Após driblar a Justiça de Goiás por 30 dias, o ex-sócio majoritário da Avestruz Masters, Jerson Maciel da Silva, foi preso hoje, em São Paulo, por agentes do Serviço de Inteligência da Polícia Federal.

Simultaneamente, em Goiânia, foram também presos Jerson Maciel da Silva Júnior, um dos filhos do empresário, e Emerson Ramos Correia. Os três foram levados para Brasília, onde ocupam celas na carceragem da PF, no Setor de Autarquias Sul. As prisões ocorreram por determinação do juiz da 4ª Vara Federal de Pernambuco, que foi provocado por um inquérito, aberto em fevereiro, pela Delegacia do Consumidor do Recife.

Fontes policiais revelaram, no entanto, que as prisões também se devem às investigações da própria PF, em Goiânia, que resultaram no indiciamento de Jerson Maciel por estelionato e crimes contra o sistema financeiro nacional, contra a economia popular e as relações de consumo. As assessorias de imprensa da PF em Goiânia e em Brasília não informaram qual será o destino dos presos, nas próximas horas, ou quando serão recambiados para Recife (PE). De acordo com o ex-advogado do Grupo, Neilton Cruvinel, o empresário estava foragido e não se apresentou antes à Justiça ou à Polícia pelas inúmeras ameaças de morte.

O Grupo Avestruz Masters quebrou, em novembro do ano passado, e deixou um rastro de 59.300 pessoas sem os investimentos feitos no montante de R$ 1,730 bilhão em Cédulas de Produtor Rural (CPRs). A empresa não sobreviveu a uma tentativa de reestruturação, e a falência foi decretada no mês passado pelo juiz da 11ª Vara Cível de Goiânia. Composto por dez empresas, o Grupo foi impulsionado por 26 pontos de captação de investimentos, inclusive em Recife (PE). Jerson Maciel, em seu depoimento à PF, revelou ainda que essas empresas franqueadas ganhavam comissão de 3% sobre as vendas efetuadas de CPRs e os vendedores tinham, como remuneração, 1,2% sobre os valores. Em média, explicou o empresário, cada vendedor ganhava entre R$ 30 mil e R$ 40 mil/mês pelas vendas, o que contribuiu para o sucesso dos negócios.

Para dar credibilidade aos investimentos feitos, a maioria dos clientes recebia cheques pré-datados, já com o valor do preço de resgate. Os mais conhecidos recebiam os resgates à vista e por meio da transferência eletrônica.

Tudo indica que o destino de Jerson Maciel da Silva será uma longa trajetória por salas dos tribunais em várias cidades onde o Grupo Avestruz Masters tinha negócios, iniciados em 1998 com capital de R$ 800 mil, um dinheiro que teria sido obtido com a venda de loteamentos em Ilhabela (SP).

Um loteamento, declarado clandestino, motivou dois processos criminais por estelionato contra Jerson Maciel, que responde a 56 processos cíveis, em Ilhabela (SP), por execução fiscal.

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