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26/06/2008 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia do PR prende quadrilha que aplicava golpes milionários em empresários


A Polícia Civil do Paraná prendeu nesta quinta-feira 14 integrantes de uma quadrilha -com ramificações internacionais - que aplicava golpes milionários em empresários. Para atrair as vítimas, os golpistas se diziam integrantes de companhias estrangeiras interessadas em investir no Brasil.

Os suspeitos também se ofereciam para captar recursos com empréstimos bem vantajosos por meio de instituições financeiras internacionais fictícias, com taxas de juros bem inferiores às praticadas no Brasil e prazos mais longos. Para concluir o negócio, os estelionatários pediam como garantia a realização de um seguro, por meio de uma empresa de fachada.

A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba (CEDC) investigou o grupo durante quatro meses, com apoio do Ministério Público Estadual. Ao menos quatro empresários denunciaram terem sido lesados pelos estelionatários: dois em Mato Grosso, um em São Paulo e outro no Paraná. Esses golpes renderam cerca de R$ 1 milhão à quadrilha, mas as autoridades paranaenses estimam que os criminosos devem ter conseguido ao menos R$ 10 milhões, incluindo outras vítimas.

A prisão dos estelionatários ocorreu por meio de uma ação simultânea nas cidades de Curitiba, Foz do Iguaçu e Matinhos, no Paraná; Balneário Camboriú (SC) e Brasília (DF). Os policiais apreenderam com os integrantes da quadrilha veículos importados, 18 títulos do Banco Central da Venezuela (avaliados em R$ 25 milhões cada), dois títulos falsificados da Petrobras, cartões de crédito, talões de cheques, computadores e notebooks.

Sofisticação

Os golpistas atuavam de forma bastante sofisticada. Para ganhar a confiança das vítimas, os estelionatários inicialmente pagavam passagens e hospedagem para que os empresários fossem até Madri, na Espanha, para conhecer a sede da suposta instituição financeira.

Na capital espanhola, os empresários eram recebidos por outros integrantes da quadrilha -que se faziam passar por agentes financeiros-, recebiam o contrato que seria assinado e tomavam conhecimento das taxas de juros que seriam praticadas.

Em seguida, os golpistas diziam que eram necessárias garantias para firmar o empréstimo, como terrenos, casas, apartamentos e carros. Como o valor geralmente ultrapassava R$ 1 milhão, os criminosos afirmavam que os bens não eram suficientes e apresentavam um seguro, que deveria ser pago para concluir o negócio.

As vitimas depositavam o dinheiro em contas de integrantes da quadrilha ou em nome das empresas de fachada, tais como Place Administradora e Incorporadora Ltda, Frigocenter Comércio de Gêneros Alimentícios Ltda e Suporte - Apoio em Licitações e Projetos Empresariais Ltda.

Para cada golpe o grupo criava um banco internacional diferenciado e montava sites. Segundo a polícia, recentemente eles montaram o endereço eletrônico de uma agência financeira internacional denominada "Hificisar", com o endereço eletrônico de www.hificisar.com.

"São pessoas altamente qualificadas, moravam em condomínios de luxo e tinham bastante conhecimento", afirmou o secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari.

Algumas das vítimas da quadrilha montaram páginas na internet para denunciar os estelionatários (http://maiorvigaristabrasileirojoaoprestesjr.blogs.sapo.pt e http://www.estelionatariojoaoprestesjr.blogspot.com). Nos endereços eletrônicos os autores listam algumas empresas fictícias montadas pelos estelionatários.

Cabeça do grupo

Entre os 14 detidos está o suspeito de ser chefe da quadrilha, Junior Euclides Avelar dos Santos, 35, preso em Balneário Camboriú. O braço-direito dele, segundo a polícia, é Sérgio Luiz da Silva Guimarães, 43, cuja prisão ocorreu em Curitiba.

Três integrantes da quadrilha ainda estão foragidos, os argentinos Oswaldo Ponche, que se fazia passar por espanhol para dar credibilidade às negociações, e Germam Miguel Kulberg, que fazia papel de agente financeiro da Argentina e da Espanha. Outro foragido é Luiz Fernando Zanellato, 43, acusado de montar escritórios de fachada na Europa para receber as vítimas brasileiras.

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