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25/06/2008 - Açoriano Oriental / Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Infarmed investiga produtos falsos feitos em Portugal


O Infarmed está a investigar situações de contrafacção de medicamentos em Portugal, revelou esta quarta-feira o presidente do organismo, Vasco Maria, referindo também que mais de metade dos medicamentos comprados pela Internet serem falsos.

Escusando-se a revelar pormenores das situações até o processo estar concluído, o presidente da Autoridade Nacional do Medicamento lembrou que os consumidores apenas devem comprar medicamentos em sites com "absoluta garantia" sobre fabricantes, vendedores e conteúdo.

Os produtos vendidos pela Internet muitas vezes não têm substância activa que dizem ter, "ou pior que isso, têm substâncias tóxicas".

"Têm morrido centenas de milhar de pessoas na China, mas também no Canadá, na Argentina. Noutros países, como nos Estados Unidos, há casos de pessoas que morreram por consumir produtos adquiridos através da Internet e que estavam contrafeitos", notou à Lusa.

A contrafacção de medicamentos, que esta manhã foi debatida num fórum em Lisboa, é um "problema crescente, à escala mundial, grave e com consequências muito importantes".

Vasco Maria sublinhou que este também é um problema dos países desenvolvidos, exemplificando que em 2006, nas fronteiras da União Europeia, foram apreendidas mais de 2,7 milhões de unidades de medicamentos, o que traduz um aumento de 380 por cento em relação ao ano anterior.

Do total de medicamentos no mercado dos países desenvolvidos, estima-se que um por cento sejam falsos, enquanto em países africanos, asiáticos ou da América Latina esse valor pode atingir os 10 ou 30 por cento.

A contrafacção também deixou de estar limitada às áreas da impotência sexual e do emagrecimento e "já invadiu completamente os medicamentos para o cancro, doenças cardiovasculares, neurológicas, que se não forem tratadas convenientemente tem consequências graves".

Sendo por isso "um problema global, só é possível combater de maneira global, através de todos os agentes envolvidos, como fabricantes, autoridades reguladoras, profissionais de saúde polícias, magistrados e dos consumidores", argumentou.

No quadro deste combate estará brevemente disponível uma tecnologia que permite, por exemplo, comprovar a origem de determinado medicamento por uma farmácia através da consulta da base de dados do fabricante.

Sobre as declarações ao Diário Económico do director da Hovione, a maior empresa portuguesa de princípios activos, de que estruturas como o Infarmed estão "completamente obsoletas e desajustadas para conseguir policiar correctamente a indústria globalizada", Vasco Maria afirmou que resultam de um "desconhecimento muito grande".

"Posso dizer que o Infarmed esteve há muito pouco tempo, em representação da União Europeia, numa fábrica dos Estados Unidos e concluiu que as condições não eram as adequadas e não aprovou e uma linha de produção de medicamentos injectáveis que viriam para a Europa e impôs condições que têm de ser cumpridas", relatou.

Indicou também que o Infarmed faz inspecções na Índia e Brasil e até numa fábrica da Hovione na China.

Para este dirigente, cabe aos responsáveis pelo produto final inspeccionar as fábricas onde compram a matéria-prima para garantir a sua qualidade e as boas práticas dessas unidades.

"E se (o fabricante) considerar que há qualquer dúvida pode solicitar a qualquer autoridade que inspeccione essas matérias-primas. É assim que se passa na Europa e nos Estados Unidos. É ao próprio fabricante do medicamento final que cabe demonstrar junto da Autoridade que a matéria-prima que adquiriu é de proveniência conhecida e cumpre todos os requisitos", adiantou.

O Infarmed tem um plano de inspecção aleatória, pelo menos de dois em dois anos todas as fábricas sejam inspeccionadas, já que é "impossível" um controlo anual.

A própria agência norte-americana do medicamento (FDA) perspectivou que se inspeccionasse todas as fábricas que introduzem produtos naquele mercado levaria 20 anos a concluir o trabalho.

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