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20/06/2008 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF prende 24 pessoas por lavagem de dinheiro em SP e Santa Catarina

Por: Adriana Baldissarelli


SÃO PAULO - A Polícia Federal, juntamente com a Receita Federal, deflagrou nesta sexta-feira a "Operação Influenza" e cumpriu 24 mandados de prisão, dois quais sei preventivas e 18 temporárias nos estados de São Paulo e Santa Catarina. O grupo é acusado de participar de uma quadrilha que trazia para o Brasil dinheiro de forma ilegal, realizava operações cambiais ilegais, ocultava bens, rendas e movimentações financeiras, com o uso de "laranjas", além de operações comerciais simuladas, com o uso de documentos falsos e fraudes a licitações.

Entre os seis que tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça Federal estão o empresário do setor de grãos Francisco Ramos, o ex-superintendente do Porto de Itajaí Wilson Rebello e o delegado aposentado da Polícia Federal Miguel Murad Varella. Rebello já havia sido preso, em janeiro deste ano, acusado de liderar quadrilha que, mediante o pagamento de propina, conseguiu a liberação de 120 benefícios irregulares, com prejuízo de R$ 5 milhões à Previdência, a partir da agência de Tijucas, na Grande Florianópolis.

Entre os 18 contra os quais foi decretada prisão temporária, com prazo máximo de cinco dias de detenção, estão Jackson Corbari, delegado da Receita Federal em Itajaí; Roberto Luiz Marcon, um dos diretores da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), e Normélio Weber, secretário de Comunicação da Prefeitura de Itajaí.

Corbari, há exatos 20 anos, quando contava apenas 23 anos e já era fiscal da Receita Federal em Foz do Iguaçu, chegou a ser apresentado pela imprensa catarinense como motivo de orgulho por tentar insistir no trabalho de perseguição a traficantes mesmo depois dele sofrer atentado à bala e da família dele ter sido ameaçada de morte em Joaçaba, no interior de Santa Catarina.

De acordo com a Polícia Federal, há fortes indícios de crimes contra a administração pública como fraudes em licitações e superfaturamento de serviços contratados, principalmente nos portos de Itajaí e São Francisco, alcançados com o pagamento de propinas.

Além disso, a organização é suspeita de trazer para o Brasil dinheiro de forma ilegal e realizar operações cambiais ilegais (como dólar a cabo) por meio de "laranjas" e empresas de fachada com ramificações nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Blumenau, São Francisco do Sul, Florianópolis; nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia e em países como a Argentina, Holanda, Reino Unido, Malta, Itália, Noruega, Bermudas, França e Cingapura.

O grupo também se articulou para praticar crimes contra o mercado imobiliário, obtendo lucros indevidos com a compra de ações da empresa Agrenco SA. Era a esta empresa, que aparece como vítima na investigação da Polícia Federal, que pertencia Francisco Ramos. Com as prisões, as ações da empresa caíram 47% e tiveram suas negociações paralisadas pela Bovespa.

Segundo o delegado Renato Cordeiro, da PF, ele pagava "mensalinho" à fiscalização da Cidasc, companhia estatal que é responsável pela sanidade animal e vegetal em Santa Catarina e opera nos portos.

- O Chico Ramos pagava valores mensalmente aos fiscais da Cidasc - comentou Cordeiro.

Além das 24 prisões, os policiais estão cumprindo 51 mandados de busca e apreensão. Os presos com nível superior serão mantidos no cárcere da Superintendência da PF e os demais relocados para presídios.

Penas chegam a 50 anos de reclusão

A polícia informou também que, além de investir recursos em negócios irregulares, a organização mantinha equipes de profissionais e empresas em atividade para dar aparência regular a suas ações. Durante as investigações, foram verificados crimes contra a administração pública, a ordem tributária, o sistema financeiro, além de estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica.

As penas previstas para os crimes ultrapassam 50 anos de reclusão, além de multa. Os presos que têm curso superior ficarão detidos na sede da PF. Os demais serão encaminhados para os sistemas prisionais estaduais.

O delegado Roberto Cordeiro informou que a 'Operação Influenza' tem relação com a 'Operação Iceberg', que prendeu 13 pessoas em janeiro deste ano por fraudes na Agência da Previdência Social de Tijucas, na Grande Florianópolis

Segundo denúncia do Ministério Público Federal contra os 13 presos da Operação Iceberg, a quadrilha que agia em Tijucas tinha um esquema de concessão de benefícios mediante fraude na Agência da Previdência Social do município.

Os integrantes da quadrilha cobravam em média R$ 20 mil por aposentadoria concedida. A denúncia do MP relata concessão de 126 benefícios, que teriam causado prejuízo de R$ 5 milhões.

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