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18/06/2008 - Jornal A Razão Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

“Fundações foram vítimas”

Por: Elen Almeidah


Como secretário da Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia (Fatec), o professor Silvestre Selhorst não teve acesso a detalhes da negociação que levou à assinatura de contrato de prestação de serviços entre a instituição e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS), em 2003. Denunciado no inquérito da Operação Rodin, que apurou fraude de mais de R$ 40 milhões contra os cofres do Estado, ele disse em entrevista ao jornal A Razão que a fundação subcontratava empresas que podem ter servido a um esquema de recolhimento e pagamento de propina a agentes públicos. Ele afirma que veio a ter conhecimento do processo em julho de 2007, quando as fundações – agora citando também a Fundação para o Desenvolvimento e o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) que veio a substituir a Fatec no contrato com a estatal – passaram a sofrer pesada extorsão.

“Em março de 2007, a Fatec apresentava uma situação que comprometia a continuidade da prestação de serviços ao Detran. Dívidas com ações trabalhistas poderiam alcançar cifras impagáveis. Já no final de 2006, o então coordenador do projeto, professor Dario Trevisan, apresentou estudos à Fatec demonstrando a necessidade de solicitação de reequilíbrio econômico-financeiro pela implementação parcial da resolução 168, que incrementou alguns serviços, encarecendo-os”, lembra.

A suspensão do impasse surgiu com a possibilidade de parceria com a Fundae também ligada à UFSM. Selhorst afirma que a presidência do Detran, já com Flávio Vaz Netto, acompanhou as negociações e foi favorável já que em compromisso com a governadora Yeda Crusius teria assumido a incumbência de reduzir custos e não de ampliá-los como à época a Fatec reivindicava alegando prejuízo com a implementação de parte das exigências da 168. “O impasse aconteceu depois da rescisão do contrato Fatec-Detran e na ocasião da publicação da nova parceria entre Fundae-Detran e Fatec-Fundae. Mais tarde soube que o atraso significativo na veiculação do documento no Diário Oficial teria sido causado pela exigência de propina no valor de 20% da fatura, agora de R$ 2 milhões”, cita.

O ex-secretário diz que Vaz Netto, apesar de desconfortável com a situação, chegou pessoalmente a cobrá-lo pelo pagamento dos valores. Outros interlocutores que diziam falar em nome do governo estadual e, segundo ele, mais importantes no que diz respeito às extorsões, Francisco Fraga e Lair Ferst, pressionavam a Fatec para a liberação de recursos ilícitos. “Eles não tinham nenhum contato na Fundae e exigiram que a Fatec negociasse esses valores. Eu ouvia as reivindicações e repassava para os representantes da Fundae. A ameaça era romper o contrato Fundae-Detran, que lembrando, viabilizava ainda a situação econômica da Fatec, que na nova contratação era parceria da Fundae já que disponibilizava infra-estrutura para a execução através do projeto Trabalhando pela Vida”, comenta Selhorst.

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