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12/06/2008 - Panapress Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Banco Mundial sanciona empresa senegalesa por fraude


O Banco Mundial (BM) sancionou e excluiu das suas listas de empresas e pessoas autorizadas a participar nos seus projectos uma empresa senegalesa por prática fraudulenta, anunciou um comunicado da instituição financeira entregue quarta-feira à PANA.

A empresa "Générale de l'ingénierie des travaux et de l'équipement (GENITE)", sediada no Senegal, foi excluída dos projectos financiados pelo BM por dois anos, precisa o comunicado.

A punição foi imposta pelo Conselho das Sanções do Banco Mundial no quadro geral da luta contra a corrupção levada a cabo pela instituição na sequência dum inquérito efectuado pelo seu Serviço de Deontologia Institucional (INT), que se encarregou de inquirir sobre as alegações de fraude e corrupção ligadas aos projectos financiados pelo Banco.

De acordo com o comunicado, o inquérito do INT apurou que "a GENITE falsificou duas garantias de reembolso", para o Projecto de Desenvolvimento Urbano levado a cabo pelo Banco Mundial no Senegal "com vista a obter o reembolso de avanços sem dar a garantia exigida para proteger o credor".

O inquérito, prossegue o documento, indicou igualmente que "a GENITE falsificou também três garantias de oferta para o projecto de mobilidade urbana, com o objectivo de se fazer atribuir três outros concursos públicos".

De acordo com o BM, a fraude foi inicialmente descoberta pelo organismo encarregue de executar os trabalhos, que decidiu imediatamente informar a Representação do Banco no Senegal.

O director cessante de Operações do Banco Mundial no Senegal, Madani Tall, disse que "o povo senegalês merece que a atribuição de concursos públicos seja submetida a uma concorrência aberta, justa e transparente para que os seus recursos financeiros sejam utilizadas da maneira mais eficaz".

Agradeceu ao organismo senegalês que foi o primeiro a descobrir estas fraudes e que as revelou ao Banco "para permitir pedir contas aos autores destas manobras".

A GENITE, primeira empresa senegalesa sancionada pelo BM, e o seu responsável poderão ver o seu período de exclusão prolongado por três anos "se a empresa não instaurar um programa de conformidade institucional aceitável pelo Banco Mundial e não o aplicar de maneira julgada satisfatória".

Desde 1999, o Banco Mundial excluiu 342 empresas e pessoas que envolveram em fraude e corrupção no quadro dos projectos que financia.

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