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09/06/2008 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresas usam muita lábia na hora de negociar

Por: Sandra Kiefer


Ninguém pode acusar os “limpa-nomes” de não saber fazer cálculos financeiros. Ao contrário da maioria dos consumidores brasileiros, eles já perceberam que uma dívida de R$ 1 mil em uma financeira vai se transformar em uma bola de neve de R$ 13.082 em dois anos e em inacreditáveis R$ 618,9 mil em cinco anos. Isso ocorre porque, embora os juros das financeiras estejam no menor nível em nove anos, ainda atingem 261% ao ano, segundo dados de abril da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

Não é à toa que os “limpa-nomes” garantem ser capazes de sumir com metade e até 90% da dívida, desde que ela tenha mais de dois anos. “A gente chega para a financeira ou para a loja, mostra que a pessoa está passando dificuldades e que é melhor ela abrir mão dos juros do que ficar sem receber nada, pois os débitos prescrevem em cinco anos. É pegar ou largar”, explica o negociador para a repórter do Estado de Minas, que se passa por endividada em visita ao escritório no Acaiaca. Ele cita nomes de financeiras “duras na queda”, de outras mais maleáveis, e acrescenta ser impossível negociar com bancos federais.

No outro escritório especializado em tirar dívidas, localizado em plena Praça Sete, a negociação com financeiras fica mais em conta, a partir de R$ 100, ante os R$ 250 cobrados para dobrar os bancos – que, segundo a Anefac, cobram juros de 101% ao ano no empréstimo pessoal e 215% ao ano no cartão de crédito. “Não caio em golpe do bilhete premiado, em conversa de entregar o dinheiro antes para ver o resultado depois”, protesta E.F.R., de 24 anos, auxiliar de logística, que saiu irritado do escritório. “Vim aqui só para consultar e não senti firmeza na mulher. A estrutura do lugar também não é confiável”, compara.

No bolso, o jovem trazia o recorte do classificado com o título “limpa-nome”. Ele conta que procurou os serviços anunciados devido à necessidade de liberar o CPF para fazer a matrícula na faculdade particular. Sua dívida de R$ 2 mil multiplicou-se para R$ 4,5 mil em menos de dois anos. Ele está enrolado com um cheque de R$ 354 em roupas, no celular e no cartão de crédito, que, segundo o devedor, é o vilão. “Sou muito consumista. Mas essa é a primeira e a última vez em que fico no aperto”, acredita.

Citada por 10 entre 10 “limpa-nomes”, a negociação com a loja de departamentos C&A é a mais barata – custa a módica quantia de R$ 60 para abater os juros e tentar o parcelamento. “Aqui, nós negociamos para o cliente um parcelamento da dívida com redução de juros para aquele cliente que não tem tempo”, explica a mulher, que se diz assessora da empresa. Segundo ela, o endividado assina um contrato de prestação de serviços, mediante o pagamento de uma entrada em cada loja em que estiver devendo. “Em dois a três dias, eles vão liberar o seu nome. Depois, você continua pagando as parcelas”, completa.

A C&A, por intermédio da assessoria de imprensa, afirma que não tem crediário próprio e que a administração dos seus cartões está a cargo do Banco Ibi. Já o Ibi esclarece que não negocia débitos por intermédio de terceiros, mas apenas com o cliente. Caso precise entrar em contato com a empresa, ele deve se dirigir pessoalmente a qualquer loja C&A ou às agências do Banco Ibi, ou ligar nos telefones 4004-9555, em Belo Horizonte, ou 0800-979-9555, em outras cidades.

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